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Candidato à prefeitura de São Paulo quer explicação de Serra sobre 'privataria'

por Redação da RBA publicado 16/07/2012 16h53, última modificação 17/07/2012 10h59

Giannazi quer debater com Serra os documentos apresentados no livro (Foto: CC/Fora do Eixo/Flickr)

São Paulo – O candidato do PSOL à prefeitura de São Paulo, Carlos Giannazi, afirmou que já está selecionando trechos do livro que denuncia as conexões de familiares e amigos do adversário José Serra (PSDB) com esquemas de lavagem de dinheiro proveniente da privatização de empresas durante o governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), também tucano. 

“Vou levar o livro da Privataria Tucana e vou ler trechos do livro que eu já selecionei, para que ele explique”, disse o candidato em entrevista ao blogue VioMundo. “Ele vai ter de explicar, porque [o livro] tem cópias de documentos, de juntas comerciais, do Ministério Público, da Justiça. Até agora ele só falou que o livro é um lixo, mas não vou falar do livro, vou falar dos documentos.”

No trabalho, o jornalista Amaury Ribeiro Jr. revela a abertura de contas em paraísos fiscais de várias pessoas próximas a Serra. Os casos mais detalhados são os de Gregorio Marin Preciado, primo do ex-governador de São Paulo e ex-sócio, e de Verônica Serra e Alexandre Bourgeois, filha e genro do tucano. Eles operariam um esquema de abertura de empresas de fachada no exterior que teriam a função de “esquentar” o dinheiro desviado da venda de empresas públicas ao longo do governo FHC.

Campanha

A respeito do opositor petista, Fernando Haddad, em São Paulo, Giannazi, que é professor, afirma que está à vontade para debater questões relacionadas à educação com o ministro das gestões Lula e Dilma. “Ele [Haddad] se apresenta como um homem novo para um novo tempo, mas como ser novo com o Paulo Maluf, como ser novo com financiamento de campanha de empreiteiras, de construtoras, que tem provocado grande especulação imobiliária que o próprio PT critica”, diz.