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Dilma diz que não leu livro sobre tucanos e evita falar em CPI

Presidenta lembrou que ainda não leu a sua própria biografia e pregou "relação civilizada" com a oposição
por Redação da RBA publicado 01/03/2012 00h00
Presidenta lembrou que ainda não leu a sua própria biografia e pregou "relação civilizada" com a oposição

São Paulo – A presidenta Dilma Rousseff disse nesta sexta-feira (16) que não leu o livro "A Privataria Tucana", do jornalista Amaury Ribeiro Jr., e evitou comentar a possibilidade de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para averiguar as denúncias contidas na obra sobre corrupção durante o processo de privatização nos anos 1990. "Eu não li nem o meu", disse a presidenta, referindo-se à biografia " Vida Quer É Coragem", do também jornalista Ricardo Amaral. Ela defendeu uma "relação civilizada" com a oposição.

"Acredito que é preciso estender a mão civilizadamente para a oposição. Acredito muito na relação civilizada. Não precisa ter a mesma posição, mas capacidade de entender. E se pode ter outras posições. E sempre me dispus a ter. E considero também muito boa a relação com os governadores dos partidos de oposição, declarou Dilma durante conversa com jornalistas, em Brasília.

Ela afirmou que teve muito prazer em conversar com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso em outubro deste ano e citou sua relação "aproximada" com alguns dos governadores ligados a partidos de oposição, como Geraldo Alckmin (São Paulo), Antonio Anastasia (Minas Gerais), Teotônio Vilela (Alagoas) e Rosalba Ciarlini (Rio Grande do Norte). "Relação civilizada significa conversa, que é uma das atividades intrínsecas do ser humano", observou a presidenta.

Durante a conversa no café da manhã, Dilma citou ainda um exemplo de resultado ruim para o país devido à má relação entre governo e oposicionistas. "Neste ano, nos países do mundo, a relação entre oposição e situação foi incivilizada, até deletéria, como no episódio da votação do teto de endividamento dos Estados Unidos. Chega a um ponto em que um fala uma coisa e o outro fala outra. Essa é uma das piores doenças da democracia, é quando se perde o compromisso do bem comum."

Com informações da Agência Brasil