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Rossi vai à Câmara explicar denúncias na Conab nesta quarta

Além do titular da Agricultura, outros três ministros serão convidados ao Senado
por Redação da RBA publicado , última modificação 13/08/2011 12h16
Além do titular da Agricultura, outros três ministros serão convidados ao Senado

O ministro da Agricultura é acusado pelo Jucazinho, ex-diretor financeiro da estatal (Foto: Wilson Dias / Agência Brasil)

São Paulo - Diante de denúncias contra a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), vinculada ao Ministério da Agricultura, o titular da pasta, Wagner Rossi, deve participar de sessão da Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (3). Oscar Jucá Neto, irmão do líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), ex-diretor financeiro da estatal afirma ter sido subornado para não revelar irregularidades e fraudes.

A confirmação da ida de Rossi ao Congresso foi feita pelo líder do PT na Câmara, deputado Paulo Teixeira (SP). Ele teve um almoço com a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, nesta terça-feira (2). O depoimento está marcado para às 10h, segundo o petista.

Ao Senado, além de Rossi, outros três ministros devem ser convidados. O líder do governo na Casa, Romero Jucá (PMDB-RR), afirmou nesta terça que os governistas concordam com a aprovação de convites (e não convocações) para depor.

Os alvos da oposição são os ministros dos Transportes, Paulo Sérgio Passos; da Agricultura, Wagner Rossi; do Desenvolvimento Agrário, Afonso Florence, e das Cidades, Mario Negromonte. Possivelmente eles prestarão esclarecimentos aos senadores na próxima semana. O titular de Minas e Energia, Edison Lobão, não está incluído no acordo, porque as denúncias dizem respeito à Agência Nacional do Petróleo (ANP), que não é subordinada à pasta.

Demitido em meio a suspeitas de irregularidades na Conab, Jucazinho afirma, segundo a revista Veja, que o próprio Rossi teria oferecido dinheiro para calar a respeito de corrupção no ministério. O PMDB controla o Ministério da Agricultura desde o governo Fernando Henrique Cardoso. O órgão mantém nomes ligados ao agronegócio e à bancada ruralista no Congresso.

Até o momento, o ministro restringiu-se a dizer que as acusações são "mentiras deslavadas". Teixeira vê como "consistentes" as explicações dadas até agora por Rossi. "Toda denúncia pode ter uma base real ou pode ser fruto de um ressentimento", conceituou Teixeira.

O senador Jucá disse desaprovar e lamentar o comportamento do irmão. Ele disse ter pedido desculpas à presidenta Dilma Rousseff e admitiu que o episódio desgasta sua imagem como líder. "Meu irmão defendeu os procedimentos que fez, acho que agiu equivocadamente, mas não tenho como controlar isso", justificou-se

Tratamento igual

Um mês depois da série de denúncias que povoaram o noticiário durante o mês de julho contra o Ministério dos Transportes, as suspeitas sobre a Agricultura produziram rumores de que o tratamento conferido ao PMDB poderia ser diferente do que recebeu o PR. Enquanto o senador Alfredo Nascimento (PR-AM) foi afastado junto de outros 20 funcionários da pasta, o governo estaria mais cauteloso para demandar mudanças na pasta controlada por Rossi.

A crítica partiu do líder do PR na Câmara, Lincoln Portela (MG). Na segunda-feira (1º), ele cobrou tratamento igual a todos partidos da base aliada.

Teixeira considera que o tratamento tem sido igual, "com o mesmo equilíbrio" e a "mesma justiça". "No caso dos Transportes foi o ministro que pediu seu afastamento. Às vezes as pessoas são afastadas porque não há condições políticas de continuidade", avaliou o líder do PT.

Com informações da Reuters