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PMDB vê exagero na operação "Voucher", e oposição quer ouvir ministro do Turismo

Operação da PF que prendeu 38 por irregularidades em convênio no Amapá
por Redação da RBA publicado , última modificação 09/08/2011 19h53
Operação da PF que prendeu 38 por irregularidades em convênio no Amapá

São Paulo - O PMDB considerou exagerada a quantidade de prisões feitas pela Polícia Federal durante a Operação Voucher, deflagrada nesta terça-feira (9). A ação também teve consequências por parte de parlamentares da oposição – e até da base governista. Deputados do PSOL, PPS e PDT querem que o ministro do Turismo, Pedro Novais, compareça à Câmara parar prestar esclarecimentos sobre denúncias de desvios de recursos de sua pasta e irregularidades na assinatura de convênios.

O esquema de desvio de recursos do Ministério do Turismo investigado pelo Ministério Público Federal (MPF) e pela Polícia Federal (PF) podem ter causado um prejuízo aos cofres públicos de cerca de R$ 4 milhões. Segundo o procurador da República no Amapá, Celso Leal, o valor é relativo ao dinheiro liberado por meio de emenda parlamentar para um convênio firmado pelo ministério, em 2009, com o Instituto Brasileiro de Desenvolvimento de Infraestrutura Sustentável (Ibrasi).

Segundo o procurador, os indícios de irregularidades foram constatados pelo Tribunal de Contas da União (TCU). De acordo com Leal, investigações preliminares indicam que mesmo tendo recebido o dinheiro do ministério, o Ibrasi – uma organização sem fins lucrativos com sede em São Paulo – jamais realizou os cursos de qualificação profissional previstos no convênio. Voltado a profissionais de turismo, o treinamento deveria ocorrer no Amapá.

Para o líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), a investigação é legítima, mas, apesar de ainda não ter informações suficientes, é estranha a quantidade de pessoas presas. "Preliminarmente, nós não conhecemos a extensão da operação, parece-nos que há um exagero. Prender 38 pessoas por um convênio de 2009", disse.

A bancada do partido se reuniu com a ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti. Após o encontro, Calheiros reafirmou o apoio do PMDB ao governo da presidenta Dilma Russeff e defendeu o ministro Pedro Novaes. “O ministro não sabia, são fatos de 2009. O PMDB tem muita preocupação com a questão central, com a necessidade do seu apoio à presidenta Dilma”. Segundo Calheiros, a bancada do PMDB quer evitar a partidarização das denúncias.

O PMDB é o responsável pelas indicações do ministro da Agricultura, Wagner Rossi e de Novaes. Ambas as pastas são de denúncias recentes de corrupção. Calheiros garantiu que ambos estão à disposição do Congresso Nacional para prestar esclarecimentos.

Oposição

Representantes do PSOL, deputado Ivan Valente (SP) e do PDT, deputado Reguffe (DF), apresentaram nesta terça à Comissão de Defesa de Consumidor requerimento para convocação do ministro para prestar esclarecimentos sobre as denúncias. O requerimento deve ser votado nesta quarta-feira (10).

O PPS entrou com requerimento de convocação do ministro na Comissão de Turismo e Desporto. O partido também ingressou na mesma comissão com pedido para que o Tribunal de Contas da União (TCU) faça uma auditória em todos os contratos assinados pelo Ministério do Turismo.

Com informações da Agência Brasil

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