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"Não sou lixo. O PR não é lixo", afirma Nascimento, ex-ministro dos Transportes

Senador se recusa a entrar no jogo de ameaças e rejeita CPI proposta pela oposição, mas colegas de partido cobram Dilma Rousseff por tratamento "diferenciado" do PR
por Redação da RBA publicado 02/08/2011 18h44, última modificação 02/08/2011 19h59
Senador se recusa a entrar no jogo de ameaças e rejeita CPI proposta pela oposição, mas colegas de partido cobram Dilma Rousseff por tratamento "diferenciado" do PR

O ex-ministro dos Transportes Alfredo Nascimento fala na tribuna do Senado sobre as denúncias de corrupção na pasta (Foto: José Cruz/ Agência Brasil)

São Paulo – O ex-ministro dos Transportes Alfredo Nascimento recusou-se a assinar o pedido da oposição para que se abra uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar suspeitas de irregularidades no governo federal. No primeiro pronunciamento na volta ao Senado, o parlamentar do PR do Amazonas falou durante 45 minutos. Ele rejeitou todas as tentativas de conectar sua saída à presidenta Dilma Rousseff, livrando-a de qualquer atuação equivocada no caso.

O primeiro aparte de parlamentares oposicionistas veio do líder do PSDB, Álvaro Dias (PR), que lhe solicitou que firmasse o requerimento de criação da CPI. Nascimento reafirmou o apoio ao Palácio do Planalto e ponderou que já pediu ao Ministério Público Federal que apure se há irregularidades dentro do ministério. O senador afirmou haver sido julgado e condenado sem direito a defesa, o que abriu espaço para que Demóstenes Torres (DEM-GO) perguntasse se o colega pretende processar Dilma por crime contra a honra. Nascimento rejeitou a possibilidade, bem como a tentativa de Torres de dizer que o discurso na tribuna responsabiliza o novo titular dos Transportes, o ex-secretário Paulo Sérgio Passos, pelas supostas irregularidades. 

O ex-ministro evitou vincular sua saída à presidenta, e pontuou que as “mentiras infundadas” foram veiculadas por um desafeto político do Amazonas. “Eu não sou lixo, meu partido não é lixo. Somos homens honrados e tomarei as medidas cabíveis na Justiça para reverter danos impostos a mim e a meu filho.”

No início de julho, reportagem publicada no jornal O Globo afirma que o patrimônio de uma das empresas da qual Gustavo Morais Pereira, filho do senador, é sócio teria aumentado em mais de 830 vezes. O MInistério Público Federal investiga o caso. O episódio foi crucial para o pedido de demissão de Nascimento.

As mensagens explícitas de pressão sobre o Palácio do Planalto partiram de seus colegas de partido. “Daremos apoio crítico”, avisou Magno Malta (ES), que comanda a bancada de seis parlamentares. Ele agradeceu também o “imenso serviço” prestado por Nascimento.

Fala ainda mais enfática foi feita em seguida por Blairo Maggi (MT), que considera que o PR teve um tratamento diferenciado por parte da presidenta em relação a outros partidos que sofreram denúncias. “Por que só o PR? E os outros partidos?”, questionou. “A presidente deve ao PR um esclarecimento. Desejo que a presidente da República, assim que concluir o levantamento, venha a público esclarecer se houve desvio de recursos e superfaturamento ou aditivos comprados e aceitos.”

Com informações da Agência Senado

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