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Vice de Serra nega acordo de tucanos com lideranças 'anti-homossexuais'

Em ação para atrair lideranças evangélicas, Indio da Costa teria declarado que vai vetar projeto de lei contra discriminação a homossexuais. PSDB também tenta mostrar afinidades com verdes, em artigos publicados nesta 5ª
por Redação da RBA publicado 07/10/2010 19h02, última modificação 07/10/2010 19h14
Em ação para atrair lideranças evangélicas, Indio da Costa teria declarado que vai vetar projeto de lei contra discriminação a homossexuais. PSDB também tenta mostrar afinidades com verdes, em artigos publicados nesta 5ª

São Paulo – O vice de José Serra (PSDB), Indio da Costa (DEM), negou, pelo Twitter, que tenha feito declarações contra os direitos dos homossexuais. Segundo o jornal O Dia, Indio havia declarado que, caso Serra fosse eleito, vetaria o Projeto de Lei 122/2006, que transforma em crime a discriminação a homossexuais. O projeto foi apresentado em 2001, pela então deputada Iara Bernardi (PT).

“Defendemos direitos civis dos homossexuais e a liberdade de todos, inclusive de as igrejas orientarem os fieis segundo seus valores", afirmou pela rede de microblogs. Indio teria afirmado à lideranças evangélicas que a proposta atenta contra a liberdade de expressão ao prever penas de prisão para manifestações consideradas homofóbicas.

Ainda segundo o jornal, o vice de Serra teria dito também que se o projeto for transformado em lei, um dono de restaurante seria preso caso impeça um casal gay de fazer sexo em seu estabelecimento.

Questionado pelo jornal O Globo, o coordenador da campanha tucana, o senador Sérgio Guerra, afirmou que desconhece o assunto e indicou que a imprensa procure Indio para se justificar. "A campanha não tratou desse assunto. Você fale com ele (Indio), não comigo", disparou Guerra.

Contrariando a versão do vice de Serra, o deputado federal Arolde de Oliveira (DEM-RJ), que presenciou encontro na quarta-feira (6), de Indio com lideranças evangélicas em São Paulo, confirmou que o colega democrata já se posicionou contra o projeto em diversas ocasiões.

"Ele (Indio) já se colocou, ele é contrário (ao projeto), assim como todas as pessoas sensatas", defendeu o deputado, que compõe a bancada evangélica no Congresso. Oliveira é um dos parlamentares que tenta barrar o projeto que criminaliza a homofobia.

Aproximação com Marina

Além de conversas com líderes evangélicos, o PSDB também tenta demonstrar afinidades com as agendas socioambientais e de sustentabilidade de Marina Silva (PV). O partido publicou nesta quinta-feira (7), em seu site na Internet, dois artigos sobre o tema.

Xico Graziano, coordenador do programa de governo do candidato tucano à Presidência, José Serra, afirma em um artigo que Marina sabe da proximidade do PSDB com a agenda socioambiental desde quando realizou "exitosas parcerias" com a ex-primeira-dama Ruth Cardoso, no programa Comunidade Solidária. Parte do texto de Graziano também foi disparado por e-mail para eleitores reafirmando a "posição comum" de tucanos e verdes.

"Marina Silva pode, ou não, apoiar a candidatura de José Serra no segundo turno. Veremos sua decisão", diz a mensagem enviada aos inscritos no site Proposta Serra, ligado à campanha do tucano.

No primeiro turno das eleições, a candidata verde obteve cerca de 20 milhões de votos. Por causa desse patrimônio, tanto a candidatura de Serra como a da presidenciável Dilma Rousseff (PT) disputam o apoio da senadora e de sua legenda para o segundo turno, no dia 31.

Com informações da Reuters