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PSDB 'engorda' agenda em Goiás, para fortalecer Perillo

por patriciasanfer publicado 21/10/2010 18h35, última modificação 21/10/2010 18h45

Lula fez ataques duros a Perillo em comício, na terça-feira (Foto: Walter Alves/Divulgação)

São Paulo - Na reta final do segundo turno, o candidato ao governo de Goiás, Marconi Perillo, tenta colar sua imagem a lideranças do PSDB nacional. Nas pesquisas de intenção de voto, ele aparece empatado tecnicamente ao candidato Iris Rezende (PMDB), que tem o apoio do presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva. Os institutos Ibope e Vox Populi apontam o candidato tucano com 48% das intenções de voto, contra 44% de Rezende.

Em um intervalo de 10 dias, tanto o candidato à Presidência da República, José Serra (PSDB), quanto o senador eleito em Minas Gerais, Aécio Neves, cumpriram, com Marconi, agenda em Goiânia (GO). Nesta quinta-feira (21), Aécio participou de caminhada, no Setor Campinas, um dos bairros mais tradicionais da cidade. No último dia 11, José Serra fez carreata ao lado do senador reeleito Demóstenes Torres (DEM-GO), junto a Marconi. 

As investidas de Serra em Goiás também tem como objetivo reverter o cenário do primeiro turno das eleições para Presidente da República, quando o tucano venceu a adversária Dilma Rousseff (PT) apenas na capital, perdendo em número de votos na contagem total do Estado.

Sem caráter

Estratégica ou não, a visita de Aécio à capital de Goiás acontece dois dias depois de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a candidata do PT, Dilma Rousseff, participarem de comício com Iris Rezende, em Jardim Curitiba, na periferia de Goiânia.

Durante o evento, Lula não poupou palavras para criticar Marconi e o PSDB. Responsabilizou o tucano pelo alto déficit nas contas do estado e pela quebra da Companhia Energética de Goiás (Celg), acusando-o de ter desviado R$ 1 bilhão da estatal para fazer campanha, dizendo ter feito investimentos na Ferrovia Norte-Sul.

“Não há nada pior do que um político sem caráter. Não tem nada pior do que alguém que não colocou um trilho na ferrovia Norte-Sul dizer que eles fizeram a Norte-Sul", disse o Presidente, qualificando a campanha tucana na cidade de “bilionária”.

Na tarde de quarta-feira (20), o PSDB divulgou nota de repúdio às declarações de Lula, chamando as acusações de “inverdades”. Em resposta, os tucanos dizem que a quebra da Celg foi consequência da privatização de Cachoeira Dourada, promovida pelo governador Maguito Vilela, do PMDB de Iris.

"Como todos sabem, o dinheiro da venda de Cachoeira Dourada foi pulverizado em inúmeras obras inacabadas, num esforço fracassado de tentar eleger Iris Rezende governador em 1998", diz a nota. Sobre a Ferrovia Norte-Sul, a nota afirma que, quando senador, Marconi Perilli teria posto recursos no orçamento da União nas obras.