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PT deve conseguir maioria na Câmara dos Deputados

Levantamento do Diap mostra forte tendência à continuidade
por Thalita Pires, da Rede Brasil Atual publicado 29/09/2010 09h40, última modificação 29/09/2010 09h44
Levantamento do Diap mostra forte tendência à continuidade

Rio de Janeiro – Um estudo feito pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar do Congresso (Diap) mostra que o PT deverá ter o maior número de deputados federais na próxima legislatura. "Essa pesquisa mostra um entendimento do eleitorado de que não basta apenas eleger um presidente, mas assegurar uma bancada capaz de lhe dar sustentação no Congresso”, afirma o coordenador da pesquisa, Antônio Augusto de Queiroz.

O levantamento foi feito considerando o perfil de cada candidato, trajetória e popularidade do partido, recursos disponíveis, coligação, apoio governamental e o desempenho em pesquisas eleitorais.

O PT, que lançou 371 candidatos a deputado federal, aparece em primeiro lugar nas chances de eleger representantes para a Câmara 139 deles. O PMDB deve ficar com a segunda bancada, com 119 candidatos com possibilidade de eleição. Em terceiro aparece o PSDB, com 87 deputados com chances. Se eleita, Dilma Rousseff terá maioria na casa.

No entanto, o índice de renovação da casa deverá ser de 40%, menor do que o alcançado em 2006,
de 46%. A pesquisa também mostra que os deputados da oposição têm mais dificuldades de conseguir a reeleição do que os da base governista. Isso significa que partidos como DEM e PSDB devem eleger mais nomes novos para o Congresso.

Estados

Um dos estados com maior mudança de comportamento eleitoral deverá ser a Bahia. Nas últimas
eleições, o DEM conquistou a maior bancada na Câmara dos Deputados. Em 2010, no entanto, o PT
deverá eleger 12 deputados, enquanto o DEM deverá ficar com nove, um a mais que o PMDB.

Senado

No Senado, o cenário deverá ser favorável a um eventual governo de Dilma Rousseff. Se confirmadas as pesquisas de opinião, os partidos da base aliada do PT devem eleger senadores em número suficiente para formar maioria qualificada na casa, ou seja, três quintos do total. Com esse número, é possível aprovar mudanças na Constituição. Deverão se eleger entre 38 e 46 senadores da situação e entre 8 a 16 parlamentares de oposição. A soma dos novos eleitos com os Senadores que ainda têm quatro anos de mandato deverá dar a Dilma entre 51 e 59 senadores.