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Para petistas de RJ, Cabral deve seguir exemplo federal na Educação

por Maurício Thuswohl, especial para a Rede Brasil Atual publicado , última modificação 10/09/2010 12h35

O candidato à reeleição do governo do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (Foto: Rogério Santana/Divulgação)

Rio de Janeiro - Os principais candidatos a deputado do PT ligados à educação no Rio de Janeiro pretendem pressionar um eventual segundo mandato de Sérgio Cabral (PMDB) para adotar algumas das políticas de educação desenvolvidas pelo governo federal. Eles defendem mais investimentos e contrapartidas ligadas a universidades públicas e a escolas técnicas, duas bandeiras privileviadas no país nos últimos oito anos.

"Os avanços obtidos pelo governo federal na esfera da educação precisam ser mais aprofundados aqui no Rio de Janeiro”, afirma Robson Leite, postulante a uma vaga na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. O petista aponta “elementos simbólicos importantes no governo federal”, como as 14 novas universidades construídas em todo o país.

“Isso é um marco que mostra o quanto de compromisso o presidente Lula tem com a educação. Também foram construídas 214 escolas técnicas federais em oito anos, contra 140 em toda a história republicana brasileira", frisa. Leite reconhece que é preciso ampliar a participação da educação em relação ao Produto Interno Bruto (PIB). "Mas o exemplo do governo federal pode ser seguido no Rio”, diz.

Também funcionário da Petrobras, Leite aposta nos recursos do pré-sal como um elemento para impulsionar a educação no Rio: "Acredito que o advento do fundo de financiamento em função da mudança do marco regulatório da exploração do petróleo traz um novo horizonte para uma reforma educacional ampla, plena, através dessa nova fonte de recursos que está chegando. Por isso, além de elegermos Dilma, precisamos ter atenção para eleger bancadas de deputados federais e estaduais com compromisso com a educação".

Fundador do PT e dirigente sindical dos professores, Túlio Paolino também considera a política educacional de Cabral “completamente diferente e contrária à política que o governo Lula teve em nível federal”. Segundo ele, o governo Lula valorizou e promoveu reajustes acima da inflação ao funcionalismo público, realizou concursos públicos para recompor quadros de empresas estatais, enquanto a gestão fluminense foi em sentido oposto.

"O governo Cabral teve uma política de arrocho aos servidores e de repressão às manifestações. No Rio, a polícia agiu com truculência em manifestação dos professores. Enquanto o governo federal investiu maciçamente em educação, o governo estadual deixou a desejar, tanto é que o resultado do Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) foi este”, critica.