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Senado associa voto a 'futebol de botão' para valorizar eleições

por fabiooscar publicado 20/08/2010 19h02, última modificação 20/08/2010 19h05

Projetos de lei são relacionados como jogadores. Segundo a campanha, o voto seria semelhante à escalação de um time (Foto: Reprodução)

São Paulo – O Senado Federal promove uma campanha, a partir de quinta-feira (20), uma campanha nacional para aproximar eleitores do trabalho feito no congresso nacional. A tarefa é educar e orientar a população na hora do voto para senadores e deputados federais. Intitulada "Seu Voto faz o Congresso", a iniciativa associa o pleito ao futebol de mesa, ou "futebol de botão".

Nas imagens, leis como Maria da Penha, de incentivo ao esporte, de adoção, Estatuto da Criança e do Adolescente, entre outras, são expressas em botões usados no esporte. A escolha do voto seria, na propaganda, como escalar jogadores em uma partida. A ideia é mostrar que o Congresso Nacional vota projetos importantes para a vida do país, o que demanda a escolha adequada de representantes da sociedade para legislar.

A campanha ocorre em uma eleição que renova dois terços das cadeiras do Senado. Durante os últimos quatro anos, a Casa foi palco de recorrentes denúncias de corrupção e de falta de transparência, incluindo a revelação de que diretores promoviam nomeações e contratações por meio de "atos secretos", não publicados no diário oficial.

O trabalho foi produzido pela Secretaria Especial de Comunicação Social do Senado e tem previsão de ser divulgada em TVs, rádios e imprensa escrita. Apesar de o lançamento ocorrer durante o período de campanha, quando há restrições a campanhas promovidas pelo poder público, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) autorizou a divulgação por considerar que ela não configura propaganda institucional.

O presidente da Corte, ministro Ricardo Lewandowski, considerou que a campanha "irá reforçar a nobre tarefa de educar e orientar o cidadão para o voto consciente". No pedido de autorização, o presidente do Senado, José Sarney, justificou a campanha pela "necessidade de envolver o cidadão no processo eleitoral e legislativo, tendo levado em consideração o elevado índice de abstenção e de votos inválidos para o cargo de Senador na última eleição de 2006" disse.