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Vice de Serra segue sem acordo entre PSDB e DEM

por Marcos Chagas, da Agência Brasil publicado , última modificação 30/06/2010 09h57

Brasília - O Democratas e o PSDB ainda não conseguiram chegar a um consenso sobre quem ocupará a candidatura de vice na chapa do tucano José Serra à Presidência da República. O assunto voltou a ser discutido entre os senadores e os deputados da executiva do partido, em reunião, que avançou a madrugada desta quarta-feira (30) na casa do senador Heráclito Fortes (DEM-PI), no Lago Sul, bairro nobre de Brasília.

Após mais de duas horas de reunião, o presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), reafirmou que o PSDB tem que rever sua decisão de indicar Álvaro Dias (PSDB-PR) para vice na chapa de Serra se quiser ter o apoio integral do partido.

"O que nós queremos é uma solução. Nós queremos, se possível, apoiarmos a candidatura José Serra. Esse é nosso desejo, essa é a nossa intenção", disse. Maia acrescentou que o DEM quer mostrar a seus aliados que foi cometido um erro, a partir da indicação de Álvaro Dias sem uma negociação com o Democratas, e esse erro precisa ser resolvido.

Rodrigo Maia disse ainda que isso é fundamental para que o DEM entre "com força total na campanha de José Serra". Ele admitiu que é preciso que o PSDB reveja sua decisão para que o DEM, que tem 56 deputados, 14 senadores e quatro candidatos a governos estaduais, entre motivado na campanha de Serra.

"Você não pode ir para uma aliança, numa eleição tão difícil como será esta, com uma diferença que vai ficar em ente 3, 4 ou 5 pontos, (com) a metade do partido desmotivado e tratando apenas de suas próprias eleições".

Apesar de não terem chegado ainda a um consenso sobre a questão, Maia disse que as conversas estão evoluindo e acredita num acordo com o PSDB. O presidente do DEM destacou que as negociações ocorridas em São Paulo, inclusive com a presença do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, vão ajudar a chegar a um acordo. Para alcançar esse objetivo, segundo Maia, as conversas vão continuar durante a madrugada e todo o dia de hoje. Segundo o presidente do DEM, será "o Dia D" para um acordo.

Rodrigo Maia descartou que o DEM deseje cuidar da campanha de Serra e lembrou que na campanha de Geraldo Alckmin, em 2006, o DEM fez mais pelo candidato tucano de que o próprio PSDB. Perguntado sobre se decisão poderia causar um racha no partido, Maia fez questão de ressaltar que nada quebrará a coesão do Democratas.

"Isso não existe no Democratas. O DEM é um partido que discute, que tem diálogo. Tem uma executiva forte e é por isso que tem avançado e avançou nesta pré-campanha em tudo que foi pedido pelo pré-candidato José Serra. Resolvemos todos estados, que eram pendência democratas. Caminhamos numa estratégia no programa de televisão, dos comerciais. Eu acho que o partido deu uma demonstração de unidade e de vontade de vencer essas eleições", disse.

Mas, para Maia, a atitude do PSDB, adotada na última sexta-feira (25), quando o DEM tomou conhecimento da indicação do vice Álvaro Dias pelo Twitter, pode tirar a motivação e a mobilização de pelo menos metade do partido.

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