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“A governadora está desesperada”, diz sindicalista sobre Yeda

Após ato em frente à casa de Yeda Crusius, sindicalista e outras quatro pessoas são presas, em dia de protestos pelo impeachment da tucana
por Ricardo Negrão e Suzana Vier publicado , última modificação 16/07/2009 17h00
Após ato em frente à casa de Yeda Crusius, sindicalista e outras quatro pessoas são presas, em dia de protestos pelo impeachment da tucana

Manifestantes querem o impeachment da governadora do RS (Foto: Carco Argemi)

“A governadora está desesperada e tenta nos intimidar, mas não temos medo dela e vamos continuar a defender uma educação digna no estado”. Assim Rejane de Oliveira, presidente da CPERS/Sindicato resume a confusão iniciada pela governadora do Rio Grande do Sul, Yeda Crusius (PSDB), em frente à sua própria casa, na manhã desta quinta-feira (16), em Porto Alegre.

Aos gritos de “Yeda, fora!”, cerca de 300 manifestantes iniciaram os protestos que continuaram na Praça da Matriz pedindo o impeachment da governadora, envolvida em uma crise desde que a Polícia Federal apurou desvio de R$ 44 milhões no Departamento Estadual de Trânsito (Detran) gaúcho e de suposto uso de com dinheiro de recursos de caixa dois de campanha na compra de sua casa, avaliada em R$ 750 mil. Aos protestos, a governadora respondeu com um cartaz feito à mão:  “Vocês não são professores, são torturadores de crianças”.

A manifestação, organizada pelo próprio Centro dos Professores do Estado do Rio Grande do Sul (CPERS) e pelo Fórum dos Servidores Públicos Estaduais (FSPE-RS), também tinha como objetivo protestar contra a qualidade do ensino e da infraestrutura nas escolas gaúchas. Para isso, levaram uma réplica de uma escola de lata. “Enquanto a governadora mora numa mansão – que é questionada e até hoje não conseguiu provar com qual dinheiro comprou – os alunos estudam em escolas de lata”, afirmou Rejane.

Confusão

De acordo com Rejane, a manifestação já havia terminado quando a Brigada Militar entrou em confronto, prendendo cinco manifestantes. “Primeiro, a polícia nos retirou da calçada em frente à casa da governadora. Depois, com os manifestantes no meio da rua, isolaram o quarteirão em que se localiza a casa de Yeda. Quando já estávamos no ônibus, prontos para deixar o local, a polícia foi até o veículo para me deter”, relata Rejane.

Já para o comandante do policiamento de Porto Alegre, coronel Jones Calixtrato Barreto dos Santos, as detenções foram justificadas pela falta de diálogo dos manifestantes. “Não existe manifestação pacífica quando se quer impedir a governadora de sair de sua casa”, disse.

Santos também acusou a presidente do CPERS de estar mentindo. “A Rejane está mentindo. Ela estava à frente dos professores insuflando para que voltassem à manifestação em frente à casa. Como liderança ela tem responsabilidade sobre todos os atos que aconteceram no local”, acusou.