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Garotinho se filia ao PR e quer aproximação com Lula e Dilma

Ex-governador do Rio saiu do PMDB e agora prega o discurso de reconciliação com presidente
por Rodrigo Viga Gaier publicado , última modificação 23/06/2009 14h05 © 2009 Thomson Reuters. All rights reserved.
Ex-governador do Rio saiu do PMDB e agora prega o discurso de reconciliação com presidente

Rio de Janeiro - Antigo desafeto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ex-governador do Rio de Janeiro Antony Garotinho se filiou ao PR nesta segunda-feira (22) adotando um discurso de conciliação com o presidente e de apoio à candidatura da ministra da Casa Civil Dilma Rousseff à Presidência.

Usando o discurso de que na política tudo pode mudar, Garotinho não só acenou com uma aproximação com Lula como ofereceu palanque a Dilma nas eleições de 2010.

"Tudo pode mudar. Ninguém falava mais mal de Lula que o Eduardo Paes (PMDB, prefeito do Rio de Janeiro) e o Sérgio Cabral (atual governador peemedebista do Estado)", disse Garotinho. "Eu e Lula já fomos amigos e tivemos problemas políticos. Tudo pode mudar e vai mudar."

Ao falar de Dilma, o ex-governador fluminense relembrou da época em que pertencia a mesma legenda que a ministra para demonstrar afinidade com a provável candidata de Lula à sucessão.

"Tenho uma boa relação com ela desde o PDT quando militamos juntos, e ela tem tudo para ser a minha candidata. Desde que ela deseje, o meu palanque será o dela no Rio de Janeiro", acrescentou.

Garotinho decidiu deixar o PMDB porque não conseguia mais medir forças com Cabral, que será o candidato do partido à reeleição no ano que vem.

A disputa entre os dois começou ainda na eleição municipal quando o PMDB tinha um pré-acordo com o DEM para uma coligação, mas em cima da hora Cabral usou a sua influência para emplacar a candidatura de Eduardo Paes.

Coube ao próprio Cabral promover a reconciliação entre Lula e Paes, que foi deputado federal pelo PSDB e fazia forte oposição a Lula, chegando a fazer duras críticas a um dos filhos do presidente quando era membro da CPI dos Correios no Congresso.

Fonte: Reuters