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Moradores de rua cobram política para habitação definitiva

Em São Paulo, protesto nesta quarta-feira (27), em frente a Câmara Municipal, reivindica que todas as secretarias da prefeitura assumam a população em situação de rua
por Rodrigo Rodrigues, Jornal Brasil Atual publicado , última modificação 27/05/2009 09h44
Em São Paulo, protesto nesta quarta-feira (27), em frente a Câmara Municipal, reivindica que todas as secretarias da prefeitura assumam a população em situação de rua

Pelo décimo oitavo ano seguido, moradores de rua da capital paulista realizam nesta quarta-feira o “Dia de Luta do Povo de Rua”. Com o tema “Fazemos parte da Nação, não rasguem a Constituição”, o protesto quer chamar a atenção das autoridades para os moradores que não recebem acompanhamento público. A concentração para o protesto dos moradores de rua acontece às 13h desta quarta-feira (27), em frente à Câmara Municipal.

Para Anderson Lopes Miranda, coordenador do Movimento Nacional dos Moradores de Rua, a cidade de São Paulo precisa urgentemente de uma política de inclusão para incluir esses cidadãos.

“A gente quer também que a população de rua não seja só responsabilidade da Assistência Social, mas de todas as secretarias, da Habitação, da Saúde, da Educação, da Cultura”, explica. Ele defende uma política pública para assegurar a habitação definitiva. “É o CDHU e a Cohab assumirem um pouco essa população, porque tem gente em situação de rua com condições de sair. Está em um albergue com uma renda pequenininha, mas que pode ir para uma moradia definitiva.”

Miranda também denuncia que os moradores de rua ainda são vítimas de violência por parte da Guarda Civil Metropolitana e dos núcleos de limpeza pública da cidade. Ele reclama da falta de vagas nos albergues da região central, onde se concentram a maior parte dos moradores da cidade.