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Violência de Estado

Repressão em Gaza só funciona se for para matar, diz Netanyahu à CBS

Em entrevista à rede de TV dos EUA, o primeiro-ministro israelense justificou a morte de mais de 60 manifestantes, afirmando que “métodos não letais não funcionam” contra palestinos
por Redação publicado 17/05/2018 12h16
Em entrevista à rede de TV dos EUA, o primeiro-ministro israelense justificou a morte de mais de 60 manifestantes, afirmando que “métodos não letais não funcionam” contra palestinos
CBS/reprodução
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O primeiro-ministro de Israel, Benjamim Netanyahu, em entrevista à CBS, reafirma uso de táticas de guerra contra palestinos

EsquerdaNet – "Tentamos de todas as maneiras. Testamos todos os tipos de métodos. Você tenta métodos não letais e não funcionam. Só nos restam estas más opções. É ruim", disse Benjamin Netanyahu, numa entrevista à rede de TV CBS, gravada em Jerusalém. "Se o Hamas não os tivesse empurrado, não teria acontecido" o massacre desta semana durante as manifestações em Gaza, prosseguiu Benjamin.

Na ONU, Netanyahu encontrou uma vez mais o apoio dos EUA, pela voz da embaixadora Nikki Haley, que responsabilizou o Hamas por “estimular a violência” na sequência da inauguração da embaixada dos EUA em Jerusalém. "Nenhum país nesta câmara atuaria com mais moderação que Israel”, disse a representante de Trump na ONU.

O isolamento internacional dos EUA aumentou com a decisão de reconhecer Jerusalém como a capital de Israel, mas o veto norte-americano mantém paralisado o Conselho de Segurança, impedindo uma declaração pública de condenação ou a aprovação da comissão independente reclamada pelos restantes catorze membros.

Em reunião na terça-feira (15), o coordenador especial da ONU para o processo de paz no Oriente Médio, Nickolay Mladenov, afirmou que o “ciclo de violência em Gaza precisa acabar” ou corre o risco de explodir, o que ”arrastará todos na região para mais uma confrontação mortífera”.

Para o embaixador francês na ONU, citado pelo Le Monde, o bloqueio norte-americano ao Conselho de Segurança é uma atitude “unisolacionista”, uma mistura de unilateralismo com isolacionismo.