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Clima

Documento final do G20 isola EUA e reafirma Acordo de Paris; Temer saiu mais cedo

Importância dos termos da COP21, de 2015, foi ratificada por 19 países do grupo. Depois de participação apagada e gafes, Temer deixou o encontro antes do final e retorna ao Brasil, onde não existe crise
por Redação RBA publicado 08/07/2017 18h56, última modificação 08/07/2017 18h57
Importância dos termos da COP21, de 2015, foi ratificada por 19 países do grupo. Depois de participação apagada e gafes, Temer deixou o encontro antes do final e retorna ao Brasil, onde não existe crise
Bundesregierung/Bergmann/Fotos Públicas
Merkel e Trump

Chanceler alemã, Angela Merkel, e presidente dos EUA, Donald Trump, no último dia de G20. Temer retirou-se mais cedo

Brasília – Reunidos em Hamburgo, na Alemanha, para discutir os principais desafios econômicos globais, os representantes políticos das 20 maiores economias mundiais (G20) reafirmaram, no documento final da cúpula, a determinação de enfrentar conjuntamente questões como a pobreza, o terrorismo, o deslocamento forçado de populações, o desemprego, a desigualdade de gênero e as mudanças climáticas.

Ao abordar a questão ambiental, no entanto, o comunicado final do encontro deixou evidente a divergência entre os Estados Unidos e os demais membros do G20, com críticas à saída dos norte-americanos do Acordo de Paris, firmado em 2015 durante a 21ª Conferência das Partes das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP21) com compromissos globais de enfrentamento às mudanças climáticas.

O acordo foi assinado a ocasião pelo ex-presidente Barack Obama, mas, em junho, o atual mandatário, Donald Trump, decidiu retirar o apoio dos Estados Unidos à iniciativa.

“Os líderes dos outros membros do G20 afirmam que o Acordo de Paris é irreversível e reiteram a importância de que sejam cumpridos os termos da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima”, diz o documento, em nome dos demais 19 países do grupo. O texto também destaca a importância das potências econômicas ajudarem financeiramente os países mais pobres a implementarem ações que os ajudem a se desenvolver economicamente preservando ao máximo o meio ambiente.

Segundo a agência de notícias alemã DPA, a menção de reconhecimento à intenção dos Estados Unidos de, mesmo se retirando do Acordo de Paris, ajudar outros países “na utilização de combustíveis fósseis mais limpos e eficientes” gerou controvérsia e só foi incluída no documento final para agradar a delegação norte-americana.

O presidente Michel Temer deixou o encontro ainda na manhã deste sábado (8), antes mesmo de a reunião ser finalizada. Temer postou em seu Twitter que o presidente norte-americano, Donaldo Trump, elogiou a economia brasileira. Antes, teve presença discreta em Hamburgo. em declaração durante o encontro, Temer chegou a dizer que a economia brasileira não está em crise, tropeçou nas palavras ao afirmar que o desemprego está crescendo e tentou passar tranquilidade ante o ambiente de conspiração de aliados para afastá-lo e apoiar a indicação indireta do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para substituí-lo.

Com informações da Agência Brasil