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Trump cancela parte do acordo de Obama com Cuba e se opõe a fim de sanções

Mudanças incluem proibição de viagens individuais para fazer contatos com cubanos e possibilidade de auditoria em todos os americanos que visitem Cuba para comprovar que não violam sanções
por Opera Mundi publicado 16/06/2017 18h07
Mudanças incluem proibição de viagens individuais para fazer contatos com cubanos e possibilidade de auditoria em todos os americanos que visitem Cuba para comprovar que não violam sanções
EPA/Agência Lusa/Cristobal Herrera
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"Implementaremos a proibição do turismo, e implementaremos o embargo", disse o presidente dos EUA

Opera Mundi – O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (16) o “cancelamento” do acordo firmado pelo ex-presidente Barack Obama com Cuba. Apesar de dizer que estaria descartando todo o pacto, a anulação é apenas parcial.

As mudanças divulgadas pela Casa Branca incluem a proibição das viagens individuais para fazer contatos com o povo cubano, conhecidos em inglês como "people to people travel", e a possibilidade de auditoria a todos os americanos que visitem Cuba para comprovar que não violam as sanções dos EUA. "Implementaremos a proibição do turismo, e implementaremos o embargo", disse.

Trump anunciou ainda que se "restringirá muito robustamente o fluxo de dólares americanos aos serviços militares, de segurança e de inteligência" da ilha, e que dará "passos concretos para assegurar-se que os investimentos" de empresas americanas "fluem diretamente ao povo".

O cancelamento é parcial porque, por exemplo, a recém-aberta embaixada em Havana não será fechada. "A nossa embaixada permanece aberta com a esperança que os nossos países possam forjar um caminho muito melhor", afirmou o presidente norte-americano.

Bloqueio econômico

A mudança de política inclui o apoio pessoal de Trump ao embargo comercial e financeiro norte-americano à ilha e a oposição aos pedidos internacionais para que o Congresso derrube o bloqueio.

"A política reafirma o embargo americano imposto por lei a Cuba e se opõe aos pedidos nas Nações Unidas e outros foros internacionais para acabar com ele", disse a Casa Branca em um comunicado, enquanto Trump anunciava a mudança de política em um teatro de Little Havana, em Miami.