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Chile

Isabel, filha de Salvador Allende, anuncia candidatura à Presidência

Isabel Allende preside o Partido Socialista, de atual presidenta, Michelle Bachelet; no domingo, Chile homenageou seu pai, morto pelo golpe de Pinochet
por Opera Mundi publicado 13/09/2016 13h02, última modificação 13/09/2016 13h02
Isabel Allende preside o Partido Socialista, de atual presidenta, Michelle Bachelet; no domingo, Chile homenageou seu pai, morto pelo golpe de Pinochet
Ministerio Bienes Nacionales de Chile/Flickr CC
Isabel Allende

Isabel Allende: 'explicitei minha vontade de ser candidata, se assim decidirem os socialistas'

Opera Mundi – A senadora Isabel Allende, filha do ex-presidente chileno Salvador Allende, morto no golpe de Estado perpetrado por Augusto Pinochet em 1973, anunciou no sábado (10) sua intenção de concorrer à Presidência do país.

Isabel, que é senadora pela região do Atacama e presidente do Partido Socialista — o mesmo da atual mandatária do Chile, Michelle Bachelet —, ainda precisa, porém, do apoio da legenda para concorrer ao cargo. Nas primárias ela enfrentará o ex-presidente Ricardo Lagos (2000-2006).

"Explicitei minha vontade de ser candidata, se assim decidirem os socialistas. Corresponderá ao Comitê Central do partido – uma vez realizados os comícios municipais – decidir o cronograma e o método com o qual o Partido Socialista abordará sua conduta política frente ao desafio presidencial", disse Allende durante encontro do Conselho Geral de seu partido, em que foram debatidas as estratégias para as eleições municipais, que devem ocorrer no próximo dia 23 de outubro.

O escolhido dos socialistas provavelmente enfrentará nas eleições gerais o ex-presidente conservador Sebastián Piñera, que governou o país entre 2010 e 2014. O atual mandato de Bachelet se encerra em março de 2018 e as eleições presidenciais serão realizadas em 2017.

Ditadura

No domingo (11), o Chile lembrou o aniversário de 43 anos do golpe de Estado que matou o pai de Isabel, o ex-presidente Salvador Allende, e impôs o governo militar de Augusto Pinochet, um dos mais violentos da América do Sul.

Em ato oficial no Palácio La Moneda, Bachelet chamou a ditadura militar, que teve fim em 1990, de "uma história de horror, morte e desaparecimentos", que durou muito tempo. A família Allende esteve presente no ato quando depositaram flores em um busto do ex-presidente.

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