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Acusado de matar parlamentar Jo Cox diz que seu nome é 'Morte para traidores'

Ao ser inquirido por escrivão, Thomas Mair negou-se a dar informação verdadeira e afirmou que seu nome é 'Morte para traidores, liberdade para a Grã-Bretanha'
por Opera Mundi publicado 18/06/2016 13h11
Ao ser inquirido por escrivão, Thomas Mair negou-se a dar informação verdadeira e afirmou que seu nome é 'Morte para traidores, liberdade para a Grã-Bretanha'
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Jo Cox, do Partido Trabalhista, morreu na quinta-feira (16) após ter sido baleada e esfaqueada

Opera Mundi – O homem acusado de assassinar a parlamentar trabalhista britânica Jo Cox disse em um tribunal neste sábado (18) que seu nome é “Morte para traidores, liberdade para a Grã-Bretanha”. Cercado por dois seguranças, Thomas Mair, de 52 anos, foi inquirido sobre seu nome por um escrivão da Corte de Magistrados de Westminster, Londres.

“Morte a traidores, liberdade à Grã-Bretanha”, disse Mair. Quando o funcionário perguntou novamente, ele repetiu: “Meu nome é morte a traidores, liberdade à Grã-Bretanha”. Além de se negar a dar seu verdadeiro nome, Mair não respondeu às perguntas sobre seu endereço e data de nascimento. Ele permaneceu em silêncio durante o resto da sessão até ser conduzido novamente à prisão.

Essa foi a primeira aparição em público de Mair desde sua prisão na quinta-feira (16) em Birstall, na região de Yorkshire, onde Jo Cox foi morta após ser esfaqueada e baleada. Segundo a polícia, ele é acusado de homicídio, lesões corporais graves e posse de arma de fogo e de faca.

A magistrada Emma Arbuthnot ordenou que Mair permaneça em custódia até a próxima audiência, que será na segunda-feira (20) em Old Bailey. De acordo com a imprensa britânica, Cox vinha recebendo diversas ameaças nos últimos três meses. Não há confirmação se as mensagens partiam de Mair, que teria matado a parlamentar em nome do nacionalismo. Segundo testemunhas citadas pela imprensa, o agressor teria gritado "Britain First", uma referência ao partido xenófobo e anti-islâmico local, antes de cometer o ataque.

O jornal britânico The Independent informou que a polícia apurou ligações de Mair com um grupo de tendência nazista que defende a supremacia branca na Europa e o regime de apartheid na África do Sul. O grupo leva o nome de Springbok Club, e o acusado aparece nos registros de filiação de 10 anos atrás.

O episódio interrompeu a campanha para o referendo sobre a saída ou permanência do país na União Europeia, o “Brexit”. A votação está prevista para ocorrer na próxima quinta-feira (23).

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