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Bolívia

Com ou sem vitória no referendo, 'a luta segue', diz Evo

Presidente boliviano aponta 'guerra suja' da oposição, mas reitera: "Seja o não ou o sim, vamos respeitar os resultados" da consulta popular
por Opera Mundi publicado 22/02/2016 15h14, última modificação 22/02/2016 15h20
Presidente boliviano aponta 'guerra suja' da oposição, mas reitera: "Seja o não ou o sim, vamos respeitar os resultados" da consulta popular
Sebastian Baryli/Flickr
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Evo Morales disse que independente do resultado, irá respeitá-lo, mas espera o apoio da população rural

Opera Mundi – O presidente da Bolívia, Evo Morales, disse hoje (22) que aguarda “com muita serenidade” e com otimismo o resultado final do referendo realizado ontem para determinar a possibilidade de uma segunda reeleição para a Presidência do país.

“Seja o ‘não’ ou o ‘sim’, vamos respeitar os resultados”, declarou. De acordo com os números divulgados pelo Tribunal Supremo Eleitoral (TSE) nesta manhã, o “não” tem 55,5% contra 44,5% do “sim” com 76,3% das atas verificadas.

Em entrevista coletiva à imprensa, Evo afirmou que recebeu com cautela os resultados extraoficiais que indicam a vitória do “não” e lembrou que em 2009, quando foi eleito pela primeira vez, a contagem rápida indicou que tinha entre 60 e 61% dos votos, e terminou com “quase 64%”.

Ele diz esperar o voto rural, onde tem mais apoio entre a população boliviana. “Evidentemente, não nos querem muito bem (nas cidades)”, afirmou. Evo também apontou para uma “guerra suja” da oposição nas ruas e nas redes sociais contra sua segunda reeleição. “As mentiras nas redes sociais nos prejudicaram, estamos convencidos disso”, disse o presidente.

“Nós não somos um governo, somos uma revolução democrática e pacífica. O movimento (MAS, Movimento Ao Socialismo, seu partido) que temos na Bolívia é único no mundo, e sua verdadeira base são os movimentos sociais”, declarou Evo, reiterando que, independentemente do resultado, “a luta segue”. “Temos muitas responsabilidades” até o fim do mandato, afirmou.

A consulta realizada ontem (21) foi impulsionada por movimentos sociais bolivianos que defendem que Evo governe o país até 2025. Reeleito em 2014, ele terminará sua gestão em 2019 e, caso o “não” vença, não poderá concorrer novamente. Segundo o TSE, cerca de 85% do eleitorado boliviano participou do referendo, cujos resultados oficiais devem sair em até sete dias.

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