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Flávio Aguiar

Intransigência alemã leva a fissuras na União Europeia, que favorecem radicais

Parlamentos da Alemanha e da Suécia aprovam plano de ajuda à Grécia, de mais de € 80 bilhões; ressentimento mútuo entre gregos e alemães traz gosto amargo ao cotidiano dos europeus
por Redação RBA publicado 17/07/2015 13h06, última modificação 17/07/2015 13h33
Parlamentos da Alemanha e da Suécia aprovam plano de ajuda à Grécia, de mais de € 80 bilhões; ressentimento mútuo entre gregos e alemães traz gosto amargo ao cotidiano dos europeus
Guido Bergmann/Fotos Públicas
UE

Tsipras e Merkel: estremecimento generalizado no continente europeu favorece grupos radicais

São Paulo – Os parlamentos da Alemanha e da Suécia aprovaram hoje (17) o plano emergencial de ajuda à Grécia, que envolve a concessão de mais de € 80 bilhões ao país. Uma nova reunião dos ministros das Finanças da zona do euro vai ser realizada nesta tarde, por teleconferência.

Contudo, segundo Flávio Aguiar, correspondente internacional da Rádio Brasil Atual, "a situação é muito ameaçadora, para todos os lados". Na Grécia, o governo de Alexis Tsipras, está "acuado" por seu próprio partido, o Syriza, e dependeu da votação de partidos de oposição para aprovar o conjunto de reformas exigidas pela Europa, em troca de nova ajuda financeira.

"A situação da União Europeia também não é satisfatória", afirma Aguiar, por conta da intransigência alemã, que produziu fissuras no bloco, ao afrontar posturas de outros países, mais favoráveis a uma saída negociada, como a França.

Segundo o correspondente, a intransigência alemã tende a favorecer grupos radicais e de extrema direita, como a Frente Nacional, também na França, que adota postura refratária à integração no continente, e também no Reino Unido, que deve votar a sua permanência na União Europeia, em plebiscito em 2017.

"O euro se transformou em um verdadeiro Cavalo de Troia do mundo financeiro, dentro do projeto da União Europeia. Quem manda no Euro são os grandes setores financeiros", destaca o correspondente, que afirma que, no lugar do tratamento equânime entre os países, existe uma clara divisão entre a União Europeia do norte e da União Europeia do sul.

O correspondente afirma, ainda, que  "o clima geral, não apenas entre os políticos, financistas e analistas, é muito ruim", no continente europeu, por conta do ressentimento generalizado entre alemães, que alegam que os gregos querem apenas se aproveitar das benesses que outros países da Europa podem oferecer, mas também dos gregos para com os alemães, que são acusados de intransigência.

Com informações da Agência Brasil

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