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Grécia

'Um terremoto varrendo a Europa', afirma Flávio Aguiar sobre a vitória do Syriza

Êxito 'espetacular' traz alento para as forças de esquerda e intensa repercussão sobre os rumos da União Europeia
por Redação RBA publicado 26/01/2015 15h16, última modificação 26/01/2015 15h19
Êxito 'espetacular' traz alento para as forças de esquerda e intensa repercussão sobre os rumos da União Europeia
AGÊNCIA EFE
syriza

Vitoria do Syriza, de Alexis Tsipras, fortalece esquerda na Europa e no mundo: governo contra a austeridade

São Paulo – O correspondente internacional da Rede Brasil Atual na Europa, professor Flávio Aguiar, classifica como um "terremoto político positivo" a vitória do partido de esquerda Syriza na Grécia. Em comentário nesta segunda-feira (26), Aguiar afirma que o resultado serve de estímulo para as forças de esquerda em todo o mundo.

"A vitória já era esperada, entretanto, foi bem maior". O partido Syriza, uma coligação de diferentes agrupamentos políticos de esquerda, sob a liderança de Alexis Tsipras, conquistou 149 de 300 cadeiras no parlamento grego e ficou "a dois pequenos passos da maioria absoluta", analisa Aguiar.

Sobre a consequências para o cenário político europeu, o comentarista acredita que "devem ser reforçadas as forças de esquerdas na Espanha, Itália, Irlanda, dentre outros países" e que os governos socialistas já em andamento, como de François Hollande, na França, e Matteo Renzi, na Itália, também devem ser fortalecidos.

"É na Espanha que deve haver a maior repercussão, uma vez que um partido novo, também de esquerda, o Podemos, está sendo apontado também como favorito nas futuras eleições, no final do ano."

O comentarista lembra a grave crise que o partido terá de enfrentar, com uma dívida "monstruosa e impagável", que já soma 320 bilhões de euros, desemprego e empobrecimento da população.

Na Alemanha, a repercussão foi de um "estremecimento", avalia o correspondente. "O presidente do Banco Central alemão, uma espécie de guardião dos princípios ortodoxos e neoliberais, já falou que o Syriza vai ter que dançar conforme a música, e metaforicamente, quem toca a música é o Banco Central Europeu, o Banco Central alemão, o establishment europeu."

Aguiar afirma que há um temor generalizado que um confronto aberto entre o establishment europeu e o novo governo grego levem a uma saída do país da Zona do Euro, "o que seria um desastre, para ambos os lados".

"Para a Grécia, seria como sair do mato sem guia, sem nada. E para a União Europeia também seria terrível, em um momento em que forças anti-União Europeia, na maioria dos casos de direita, estão crescendo nas intenções de votos nos principais países, como no Reino Unido, França, Alemanha, os chamados eurocéticos".

O correspondente internacional fala, ainda, sobre a repressão à manifestantes no Egito, que comemoravam quatro anos da Primavera Árabe, a elevação da tensão na Ucrânia entre o governo e grupos separatistas, a execução de um japonês pelo grupo fundamentalista Estado Islâmico, o avanço do Boko Haram, outro grupo terrorista, e a visita do presidente dos EUA à Índia.

Confira o comentário completo da Rádio Brasil Atual:

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