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Além do Brasil, execuções estremecem relações da Indonésia com Holanda e Austrália

Como resposta ao fuzilamento, presidenta Dilma mandou deixar o país o embaixador brasileiro em Jacarta, Paulo Alberto da Silveira Soares
por Redação RBA publicado 19/01/2015 13h46, última modificação 19/01/2015 13h54
Como resposta ao fuzilamento, presidenta Dilma mandou deixar o país o embaixador brasileiro em Jacarta, Paulo Alberto da Silveira Soares
Fotos Públicas
archer

Fuzilamento do brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira causa desentendimento nas relações Brasil-Indonésia

São Paulo – O correspondente internacional da Rádio Brasil Atual, Flávio Aguiar, analisa que as execuções do brasileiro Marco Archer Cardoso Moreira, condenado por tráfico internacional de drogas, e de outros quatro estrangeiros na Indonésia, no último sábado (17), causaram estremecimentos nas relações daquele país não apenas com o Brasil. Holanda e Austrália também pressionam.

Como resposta ao fuzilamento, a presidenta Dilma Rousseff mandou deixar o país o embaixador brasileiro na capital, Jacarta, Paulo Alberto da Silveira Soares – primeiro passo no protocolo da diplomacia para demonstrar descontentamento. A mesma medida foi adotada pela Holanda, que também teve um de seus cidadãos executado no sábado. Já a Austrália pressiona para que seus compatriotas que estão na fila para ser executados tenham a pena alterada, através de pedido de clemência endereçado ao presidente Joko Widodo, que tem tal prerrogativa.

Ao todo, são 138 indivíduos de diversas nacionalidades, entre eles mais um brasileiro, à espera da execução ou do indulto que salvem suas vidas e convertam a pena capital em restrição de liberdade. Flávio Aguiar afirma que as execuções chamaram a atenção por serem as primeiras ocorridas no governo do recém-eleito Joko Widodo, que havia suscitado esperanças por reformas.

O comentarista lembra que há um esforço abrangendo diversos países e organismos internacionais contra a pena de morte. "Está claro que a pena de morte pode inclusive provocar grandes erros jurídicos e, em alguns casos, absolutamente irremediáveis", frisa Flávio, lembrando casos recentes, nos Estados Unidos, de condenados que tiveram a pena revista após constatação de falhas jurídicas, como falsos testemunhos, por exemplo. "É uma regressão em termos dos direitos humanos, não resta dúvida."

O correspondente internacional fala ainda sobre a estado de alerta da Europa contra o terrorismo, o discurso de Obama do Estado da União, as eleições na Grécia, no próximo final de semana, e os avanços do grupo terrorista Boko Haram, em Camarões.

Ouça o comentário completo da Rádio Brasil Atual:

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