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Mujica: 'Porto de águas profundas depende de reeleição de Dilma'

Líder uruguaio disse que teve apoio da presidenta para a realização de uma das maiores obras de infraestrutura no país, que pode vir a vazar milhões de cabeças de gado do Mato Grosso ou da soja do Paraguai
por evelynpedrozo publicado 17/10/2014 18h07
Líder uruguaio disse que teve apoio da presidenta para a realização de uma das maiores obras de infraestrutura no país, que pode vir a vazar milhões de cabeças de gado do Mato Grosso ou da soja do Paraguai
LENIN NOLLY/efe
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Mujica: Exportações uruguaias não justificam a obra, mas o projeto está pensado para a região"

Montevidéu – O porto de águas profundas, uma das maiores obras de infraestrutura que o governo do Uruguai planeja, depende das próximas eleições do Brasil, afirmou hoje (17) o presidente do Uruguai, José Mujica. "Tenho a palavra da presidente do Brasil de apoiá-lo, se não eu não teria entrado nessa dança", afirmou Mujica, em entrevista exclusiva com a emissora Radio El Espectador.

No dia 26 deste mês, quando ocorre o segundo turno no Brasil, também serão realizadas no Uruguai as eleições gerais, nas quais, segundo as pesquisas, o candidato da coalizão governante de esquerda Frente Ampla, o ex-presidente Tabaré Vázquez (2005-2010), deverá ser o mais votado, porém com empate técnico entre Vázquez e Luis Alberto Lacalle Pou, do Partido Nacional, o que pode levar o pleito a segundo turno.

A construção de um porto de águas profundas no departamento (estado) de Rocha, no leste do Uruguai, perto da fronteira com o Brasil, é um dos principais projetos de infraestrutura do governo de Mujica, que já iniciou o processo de chamado aos interessados.

Cerca de 20 empresas internacionais mostraram interesse no projeto que, segundo estimativas oficiais, custaria entre US$ 800 milhões e US$ 1 bilhão.

As exportações uruguaias "não justificam" a construção de um porto de águas profundas, admitiu o presidente, mas o projeto "está pensado para a região", acrescentou o líder, destacando que pode ser a saída ao mar para as "milhões de cabeças de gado" do Mato Grosso ou da soja do Paraguai.