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Putin pede investigação objetiva sobre queda de avião na Ucrânia

Presidente russo responde aos EUA e diz que tragédia demonstra a necessidade de uma solução pacífica da crise na Ucrânia o mais rápido possível
por Redação da RBA publicado 18/07/2014 12h52, última modificação 18/07/2014 16h52
Presidente russo responde aos EUA e diz que tragédia demonstra a necessidade de uma solução pacífica da crise na Ucrânia o mais rápido possível
© EFE/Anastasia Vlasova
aviao malaio queda.jpg

Rebeldes separatistas em guarda frente a destroços do avião malaio que caiu na Ucrânia ontem

São Paulo – O presidente russo, Vladimir Putin, disse nesta sexta-feira (18) que a catástrofe do avião malaio que caiu ontem no leste da Ucrânia, que foi supostamente atingido por um míssil, requer uma investigação "exaustiva e objetiva". Segundo o Kremlin, o presidente afirmou que o incidente revela a necessidade de uma solução pacífica e rápida para o conflito no leste da Ucrânia.

"O chefe de Estado russo ressaltou que a tragédia ocorrida demonstra mais uma vez a necessidade para que se chegue, o mais rápido possível, a uma solução pacífica da grave crise na Ucrânia, e destacou que é necessária uma investigação exaustiva e objetiva sobre as circunstâncias da catástrofe", informou o Kremlin em comunicado.

A declaração foi uma resposta aos Estados Unidos que ontem asseguraram, no Conselho de Segurança da ONU, que tudo apontava para que o avião da Malaysia Airlines poderia ter sido derrubado por um míssil disparado de uma área sob controle das milícias pró-russas.

"O avião foi provavelmente derrubado por um míssil terra-ar, um SA-11, operado de uma área controlada por separatistas no leste da Ucrânia", disse a embaixadora americana, Samantha Power. A representante dos EUA lembrou ao Conselho que as milícias pró-russas dispõem das tecnologias necessárias para esse tipo de ataque e já derrubaram aviões ucranianos durante o conflito

No entanto, os serviços de inteligência americanos, ainda mantêm cuidado e confirmam que o avião foi atingido por um míssil terra-ar, mas não sem especificar a origem e a responsabilidade pelo disparo.

Putin também pediu quea as partes envolvidas no conflito na Ucrânia que interrompam as hostilidades e se sentem para negociar diretamente.

"Partimos de que na Ucrânia, o mais rápido possível, deve se restabelecer a paz, e deve começar o mais rápido possível contatos diretos entre todas as partes enfrentadas", disse.

Segundo as agências russas, o chefe do Kremlin acrescentou que está em contato permanente com o presidente ucraniano, Petro Poroshenko. "Espero que ele (Poroshenko) consiga oferecer a todo o povo ucraniano, a todas as pessoas, independentemente de onde vivam, um modo de garantir os direitos legítimos e os interesses que levem à paz definitiva, completa e sem demoras", afirmou.

Putin declarou também que o país vai contribuir objetivamente com as investigações sobre os acontecimentos em território ucraniano que poderiam ter desencadeado o ataque ao avião. “É indiscutível que o Estado, sobre cujo território isto aconteceu, é responsável por esta tragédia terrível”, completou.

Seguindo o presidente, o ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, usou de ironia para negar,  hoje, o envolvimento de seu país na queda do Boeing-777 na região de Donetsk (leste da Ucrânia). "No que se refere às declarações que se ouvem de Kiev acerca de que praticamente nós derrubamos o avião, é preciso dizer que quase não escutei declarações verazes desde Kiev nos últimos meses", disse ao canal russo Rússia-24.

O Ministério da Defesa russo afirmou ainda ontem que o sistema de defesa aérea do país não foi acionado durante todo o dia e que nenhum avião militar russo sobrevoou a região fronteiriça com a Ucrânia. “No dia 17 de julho, o sistema de defesa aérea  da Federação Russa na área não foi ativado. A Força Aérea russa não tinha voos planejados na região russa perto da região de Donetsk”, informou o Ministério em um comunicado.

Com reportagens do Opera Mundi e Efe