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Para Sader, saída de ministro da Economia leva a incertezas na Venezuela

Em comentário na Rádio Brasil Atual, sociólogo avalia que país administrou mal recursos do petróleo. Jorge Giordani, gestor econômico desde a era Chávez, diz que Maduro se afasta das políticas do antecessor
por Redação RBA publicado 24/06/2014 16h47
Em comentário na Rádio Brasil Atual, sociólogo avalia que país administrou mal recursos do petróleo. Jorge Giordani, gestor econômico desde a era Chávez, diz que Maduro se afasta das políticas do antecessor
Emir Sader/Divulgação
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"A Venezuela tem praticamente esvaziado o caixa sem fazer investimentos", afirma Sader

São Paulo – Para o cientista político e sociólogo Emir Sader, a crise econômica da Venezuela é uma herança "longa no tempo". Com a saída do ministro da economia do país, Jorge Giordani, demitido pelo presidente Nicolás Maduro na semana passada, Sader acredita que ainda é difícil avaliar o que a demissão vai representar.

"A situação econômica da Venezuela é muito mais complicada do que simplesmente um erro ou uma substituição, e não é por erros cometidos atualmente, é um herança longa no tempo", afirmou em seu comentário nesta terça-feira (24) na Rádio Brasil Atual. Apesar de a Venezuela ter uma grande reserva de petróleo, Emir Sader avalia que o país aproveitou mal os momentos de melhores preços no mercado internacional, e também internamente. "Então, o resultado hoje é que o país praticamente tem esvaziado o caixa sem fazer investimento", aponta.

Jorge Giordani é um dos ideólogos dos complexos controles cambiais há mais de uma década em vigor na Venezuela. O ex-ministro fez carta crítica a Maduro dizendo que seu governo está se afastando das diretrizes de Hugo Chávez. O preço do petróleo, que poderia ser um financiador dos recursos públicos, é utilizado para canalizar recursos para cobrir déficits. "Então é muito complicada a saída do Giordano", avalia Sader.

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