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Chinaglia diz que decisão de trazer senador boliviano ao Brasil foi 'absurda'

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por Ivan Richard, da Agência Brasil publicado 27/08/2013 13h19
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Gustavo Lima / Câmara dos Deputados
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Arlindo Chinaglia: situação insustentável com ação de diplomata brasileiro para fuga de senador boliviano

Brasília - O líder do governo na Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), classificou hoje (27) de “absurda” a decisão do diplomata Eduardo Paes Saboia, encarregado de negócios do Brasil na Bolívia (o equivalente a embaixador interino), de retirar o senador boliviano Roger Pinto Molina da representação brasileira, onde estava asilado há mais de um ano, e trazê-lo ao Brasil sem o salvo-conduto do governo boliviano.

Para Chinaglia, depois do episódio, a situação do então ministro de Relações Exteriores Antonio Patriota, exonerado ontem (26) pela presidenta Dilma Rousseff,  ficou insustentável. “Não podemos conviver com uma situação dessas, em que o encarregado de negócios toma uma decisão sem ter nenhum tipo de respaldo”, frisou Chinaglia.

Ele acrescentou que a saída do parlamentar boliviano sem um acordo diplomáticos entre dois países é “inexplicável”. “Houve quebra de hierarquia. Imagine se nas relações internacionais cada, nem digo o encarregado de negócios, mas se cada embaixador começar a tomar decisões de acordo com seu critério e não segundo a política de Estado. É absolutamente absurda uma situação dessas.”

Cancelada

A Comissão de Relações Exteriores do Senado comunicou, no fim da manhã de hoje, o cancelamento de uma entrevista coletiva do senador Molina, que seria dada a partir das 15h. A entrevista havia sido organizada pelo presidente da comissão, senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES).

O cancelamento da entrevista foi decidido em decorrência da crise causada com sua chegada ao país. "Tendo em vista vários sinais, optamos por cancelar a entrevista coletiva do senador Pinto Molina", disse Fernando Tibúrcio Peña, que defende o parlamentar boliviano.

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