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Presidente do Egito é deposto pelas Forças Armadas e Constituição é suspensa

golpe de estado
por Agências publicado 03/07/2013 16h46, última modificação 03/07/2013 16h56
golpe de estado
© Andre Pain/Efe
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Helicóptero militar sobrevoa multidão de manifestantes na cidade do Cairo, parte da ofensiva militar contra o governo Mursi

O presidente do Egito, Mouhamed Mursi, foi hoje (3) deposto pelas Forças Armadas e será substituído interinamente pelo presidente do Tribunal Constitucional do país. A Constituição também foi suspensa, segundoanunciou o chefe do Exército, Abdel Fatah al Sisi.

Momentos antes da divulgação das primeiras notícias sobre o golpe do estado das Forças Armadas contra o presidente egípcio, o governo brasileiro havia emitido nota oficial de repúdio à iniciativa. Leia a seguir:

  • Brasil condena ameaça de golpe de Estado no Egito

As Forças Armadas estipularam prazo de 48 horas para o presidente atender às reivindicações dos manifestantes que tomaram as ruas do Egito nos últimos dias. Mursi argumentou que foi eleito democraticamente e não iria renunciar ao posto.

Militares estão posicionados em vários pontos da capital Cairo. Eles fecharam os acessos à Praça Rabea Al Adauiya, no leste do Cairo, onde estão milhares de apoiadores do presidente Mursi, segundo a Lusa.

Segundo as agências internacionais de notícias, soldados foram mobilizados também para a Praça Tahrir e para o palácio presidencial, onde estão os opositores ao atual governo. De acordo com os militares, o bloqueio é para "preservar vidas e evitar confrontos" entre opositores e simpatizantes.

Um representante da organização Irmandade Muçulmana, à qual pertence Mursi, disse que um “golpe militar” está em andamento, conforme a BBC Brasil. Já a oposição alega que Mursi quer implantar um regime islâmico e exigem a saída do presidente.