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Espionagem dos EUA abrange outras companhias telefônicas e cartões de crédito

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por EFE publicado 07/06/2013 16h06, última modificação 07/06/2013 17h20
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DAVIS TURNER/efe
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Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse que registros não afetam "ninguém que resida nos Estados Unidos"

Washington – Os agentes de inteligência dos Estados Unidos não têm acesso apenas aos registros de chamadas da Verizon, mas também aos das outras duas maiores companhias telefônicas do país, AT&T e Sprint, e à informação de empresas de cartões de crédito, informou hoje (7) o The Wall Street Journal.

A publicação, que cita fontes ligadas às operações da Agência Nacional de Segurança (NSA) dos EUA, disse que essa divisão tem acordos com a AT&T e Sprint similares ao da Verizon, revelado nesta semana pelo jornal britânico The Guardian.

O acordo com as três maiores operadoras de telefone do país afeta "a maioria dos americanos" e significa que "cada vez que se faz uma chamada, a NSA consegue um registro da localização, o número contactado, a hora da chamada e a duração da conversa", segundo o The Wall Street Journal.

A AT&T é a maior companhia telefônica do país, com 107,3 milhões de clientes de celular e 31,2 milhões de telefone fixo. A Verizon tem 98,9 milhões de clientes de telefonia móvel e 22,2 milhões de fixo, e a Sprint tem 55 milhões de clientes no total, segundo dados oficiais citados pelo jornal.

Além disso, três ex-funcionários do governo americano afirmaram ao diário que a NSA estabeleceu "relações similares" com companhias de cartões de crédito.

O jornal não identificou essas companhias e disse que não se sabe se os acordos com as empresas ainda estão valendo ou se foram feitos temporariamente.

A publicação norte-americana confirmou, além disso, que a NSA mantém contratos parecidos com os grandes provedores de internet do país, conforme dados divulgados pela imprensa ontem s
egundo os quais a NSA e o FBI coletam dados diretamente dos servidores da Microsoft, Yahoo!, Google, Facebook, PalTalk, AOL, Skype, YouTube e Apple.

O acordo com as empresas da internet tem sua base em um programa chamado Prism, que contou com a colaboração da Microsoft desde seu início, em 2007, enquanto a Apple negou-se a participar durante os primeiros cinco anos, até 2012, quando começou a colaborar.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, esclareceu hoje que esses registros não afetam "ninguém que resida nos Estados Unidos".
Ele também assegurou que os programas de espionagem de chamadas e comunicações na internet contam com um "amplo apoio bipartidário" no Congresso e são continuamente supervisionados.

As práticas começaram sob o governo de George W. Bush por causa dos atentados de 11 de setembro de 2001, inicialmente sem fundamento legal.

O Congresso criou mais tarde uma estrutura de apoio por meio de duas leis aprovadas em 2007 e 2008, que ampliam os poderes do Executivo em relação à lei de espionagem no exterior de 1978.

A nova legislação concede imunidade às companhias privadas que cooperam de forma voluntária com as agências de inteligência dos Estados Unidos em suas investigações.

Além disso, a lei antiterrorista de 2001, ou Patriot Act, autoriza que o governo tenha acesso aos registros de empresas.

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