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Homenagens

Lula pede que Dilma e Cristina Kirchner 'pensem grande' na América Latina

Em Buenos Aires, ex-presidente recebe oito títulos de doutor honoris causa em sessão no Senado e afirma que avanços no Brasil foram acompanhados por toda a América Latina
por Redação RBA publicado 17/05/2013 17h07
Em Buenos Aires, ex-presidente recebe oito títulos de doutor honoris causa em sessão no Senado e afirma que avanços no Brasil foram acompanhados por toda a América Latina
Ricardo Stuckert. Instituto Lula
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O vice-presidente da Argentina, Boudou, afirmou que o brasileiro foi um governante envolvido na luta contra o colonialismo

São Paulo – O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva advogou hoje (17), em Buenos Aires, que Brasil e Argentina devem continuar como líderes do processo de integração regional. “Rezo todos os dias para que Cristina e Dilma pensem grande porque, se andam bem e funcionam bem, estarão consolidando a integração na mente de outros dirigentes da América do Sul”, disse, durante cerimônia no Senado na qual foi agraciado com oito títulos de doutor honoris causa de universidades argentinas.

O centro do discurso de Lula foi a integração latino-americana, em especial a necessidade de que as presidentas do Brasil, Dilma Rousseff, e da Argentina, Cristina Kirchner, trabalhem em conjunto. Na visão do líder, as mortes de Néstor Kirchner, em 2010, e de Hugo Chávez, em março, exigirão de “Cristina e de Dilma muito mais até que possamos construir instituições mais sólidas”. Ele disse que Brasil e Argentina devem estar cada vez mais unidos superando as barreiras que os separam e construindo as pontes que os unem para enfrentar os grandes desafios do futuro.

Lula voltou a defender o modelo econômico adotado por seu governo, afirmando que conseguiu quebrar “tabus e conceitos pré-estabelecidos”. “Por exemplo, no Brasil provamos que era totalmente possível crescer e distribuir e que não era necessário para crescer e depois distribuir. Que se pode aumentar os salários sem aumentar a inflação.” Para o petista, “as conquistas do Brasil não foram de maneira isolada”, mas acompanhadas por “grandes avanços na democracia na América Latina”.

No Salão Azul, o brasileiro foi agraciado com a menção de honra senador Domingo Faustino Sarmiento, uma maneira de o Congresso argentino reconhecer “a grande contribuição” do ex-presidente ao “desenvolvimento do pensamento social e político dirigido à erradicação da pobreza e à inclusão social das populações que se encontram em condições de desigualdade”.

Lula agradeceu afirmando que homenagens deste tipo “são uma forma de incentivar a milhares de jovens para que nunca deixem de estudar e para que participem de sindicatos, de partidos políticos para construir uma sociedade mais justa, democrática e igualitária”.
Ao discursar, o vice-presidente da Argentina, Amado Boudou, afirmou que Lula é um dos governantes que “mais fez para terminar com o colonialismo no continente”. Ele recordou que durante a última década os governos da região conseguiram enterrar a Área de Livre Comércio das Américas (Alca), projeto dos Estados Unidos criticado por Chávez e Néstor Kirchner.