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Presidente eleito do Paraguai é investigado por lavagem de dinheiro

Documentos do Wikileaks também relacionam riqueza do novo presidente do Paraguai com venda entorpecentes. Também é acusado pela Souza Cruz de contrabando de cigarros
por Vitor Sion, do Opera Mundi publicado 22/04/2013 12h50, última modificação 22/04/2013 15h52
Documentos do Wikileaks também relacionam riqueza do novo presidente do Paraguai com venda entorpecentes. Também é acusado pela Souza Cruz de contrabando de cigarros

Assunção – Eleito presidente do Paraguai ontem (21), Horacio Cartes tem um histórico de problemas na Justiça – não só de seu país, mas também do Brasil. No início da década de 1980, Cartes foi preso no Paraguai por evasão de divisas. Além disso, tem sido investigado nos últimos anos por lavagem de dinheiro e vínculos com o narcotráfico. O empresário, no entanto, diz que não sofreu nenhuma condenação em última instância.

No Brasil, o novo mandatário paraguaio é acusado pela empresa Souza Cruz de contrabando de cigarros. No processo, a empresa brasileira diz que parte da produção de Cartes entra no país de forma legal, mas outra parcela não paga impostos. Tal iniciativa, de acordo com a Souza Cruz, configura-se "concorrência desleal".

Além dos problemas na Justiça, Cartes também foi investigado pelos Estados Unidos, segundo telegramas vazados pelo Wikileaks. Em documento de janeiro de 2010, o empresário é classificado como o mandante de um esquema de lavagem de dinheiro. “É uma organização que acreditamos lavar grandes quantidades de moeda norte-americana, gerada por meios ilegais, principalmente a venda de entorpecentes.”

Três anos antes, em 2007, Cartes é citado de passagem em outro documento, no qual é relacionado com 80% do dinheiro lavado no Paraguai.

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