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Venezuelanos saem às ruas em apoio a Chávez

Ato ocorreu depois de anunciado que presidente terá de passar por novo tratamento contra o câncer, em Cuba
por Opera Mundi publicado , última modificação 09/12/2012 20h47
Ato ocorreu depois de anunciado que presidente terá de passar por novo tratamento contra o câncer, em Cuba

São Paulo - Seguidores de Hugo Chávez se reuniram neste domingo (9) em praças das principais cidades do país para demonstrar apoio e solidariedade ao presidente, que precisará ser operado novamente. Chávez anunciou que células malignas foram encontradas durante exames e, por isso, precisará retornar a Havana, capital cubana. A Assembleia Nacional autorizou por unanimidade a viagem.

Na Praça Bolívar de Caracas, centenas de simpatizantes fizeram uma corrente de oração. "Não imagino a Venezuela sem ele", declarou à AFP Darwin Guerrero, estudante de Engenharia de 17 anos, a poucos metros da estátua do libertador Simón Bolívar. "Estamos aqui para pedir a Deus que dê vida a ele. Ele fez tudo pelos pobres", continua Guerrero, natural de Santa Teresa (estado de Miranda, norte). Ao lado, uma mulher chora enquanto reza com os olhos fechados: "Chávez viverá!".

Vladimir Hernández tem 52 anos e, além de trabalhar como sapateiro, também estuda Direito na Universidade Bolivariana da Venezuela, subordinada à Missão Sucre, de educação gratuita, um dos programas sociais criados por Chávez. "Senti uma pena muito grande quando soube que ele vai ser operado de novo, mas agora estou aqui para pedir a Deus que o ajude nestes tempos difíceis", afirmou. "Alguns opositores já querem matar o presidente, mas Chávez não morreu, nem renunciou. A designação de Maduro está dentro da Constituição”, enfatizou, se referindo- a Nicolás Maduro, o chanceler e vice-presidente designado por Chávez para sucedê-lo em caso de incapacidade de governar.

"Se para Chávez está bem, para nós também. Maduro demonstrou no processo (revolucionário) que é homem cabal, honesto, um ex-motorista de ônibus", lembrou Hernández. "Maduro é um camarada de luta. Se Hugo Rafael Chávez Frias o designou é porque sabe que ele é bom. O que ele disser, nós apoiaremos", completou Manuel Araujo, mototaxista de 40 anos, que exibia uma bandeira da Venezuela, igual a muitos dos presentes.

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