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ONGs denunciam perseguição política no Paraguai

Entre as violações levadas à OEA estão prisões e processos arbitrários contra seguidores do ex-presidente Fernando Lugo
por Renata Giraldi, da Agência Brasil, com informações da agência Prensa Latina publicado 06/11/2012 10h36, última modificação 06/11/2012 10h42
Entre as violações levadas à OEA estão prisões e processos arbitrários contra seguidores do ex-presidente Fernando Lugo

Brasília – Organizações não governamentais (ONGs) do Paraguai encaminharam à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) da Organização dos Estados Americanos (OEA) denúncias sobre casos de violações no país. As organizações apresentaram acusações de prisão arbitrária, perseguição a defensores dos direitos humanos e pessoas que protestaram contra o processo de impeachment do então presidente Fernando Lugo, em 22 de junho.

Também há queixas sobre a ausência de investigações a respeito da morte de um líder político na cidade de Puentesino, além de demissões por motivos políticos, assim como propostas de recuos nas áreas de saúde e educação e denúncias de intimidação a jornalistas.

As ONGs alegam que várias queixas vieram à tona após a destituição de Lugo. O presidente da CIDH, José de Jesús Orozco, recebeu representantes das organizações que detalharam as queixas encaminhadas. Participaram da reunião Rose Marie Antoine e María Claudia Pulido, da área de direitos humanos no Paraguai, entre outros.

Os representantes das organizações pediram que a CIDH defina medidas que levem à contenção dos casos de violação e restaurem o Estado de Direito e das instituições democráticas no país. O representante da OEA vai se reunir com o presidente paraguaio, Federico Franco, e autoridades públicas. Integrantes do governo negam irregularidades.