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Hillary diz acreditar em cessar-fogo em Gaza

por Redação da RBA publicado 21/11/2012 13h33, última modificação 21/11/2012 13h46

São Paulo – A secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, conversa hoje (21), no Cairo, com o presidente do Egito, Mohamed Mursi. Ela disse acreditar em um acordo para pôr fim à violência em Gaza, que começou dia 14, quando um ataque aéreo israelense matou o comandante militar do grupo palestino Hamas, Ahmed Jabari. Para Hillary, um acordo é possível nos próximos dias.

Mas a violência não diminui. Hoje (21), um atentado supostamente assumido pela Brigada dos Mártires de Al Aqsa deixou pelo menos dez pessoas feridas na explosão de um ônibus. O incidente prejudica as negociações pela paz.

Hillary Clinton viajou para Ramala, onde se reuniu com o presidente da ANP (Autoridade Nacional Palestina), Mahmoud Abbas, e outras lideranças locais para discutir bases para um cessar-fogo temporário. Mais tarde, partiu para o Cairo, no Egito, onde se encontrou com membros da diplomacia israelense.

Desde segunda-feira (19/), o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, também visita Israel, Gaza e o Egito.

Na terça-feira, uma nota do Conselho de Segurança da ONU condenando o conflito foi bloqueada pelos EUA, pois, segundo Washington, o texto pecava por "deixar de tratar da origem do problema", que seriam os foguetes palestinos. A justificativa dos EUA é exatamente a mesma de Israel.

No Cairo, líderes do Hamas acusaram Israel de não responder a propostas de cessar-fogo. A Rádio Israel disse, citando uma autoridade local, que a trégua foi adiada devido a "um atraso na última hora nos entendimentos entre Hamas e Israel".

Enquanto Hillary Clinton estava em Jerusalém, continuavam os bombardeios à Faixa de Gaza, e foguetes palestinos caíam do outro lado da fronteira. Segundo relato das agências internacionais, quando Hillary chegou a Israel, terça-feira à noite, os ataques da poderosa força naval e aérea israelenses eram intensos, chegando ao ápice de uma explosão no território palestino a cada dez minutos. 

No oitavo dia de conflito, estima-se o número de mortos palestinos em 125 (quase todos civis), contra cinco israelenses. A proporção é de um israelense morto para 25 árabes. 

Egito

O governo do Egito tenta mediar o conflito e já havia se pronunciado anteriormente, manifestando expectativa de um cessar-fogo entre Israel e o grupo islâmico Hamas, o qual controla a Faixa de Gaza, até a noite de terça-feira. Hillary foi recebida pelo primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, acusado de atacar Gaza por motivos eleitorais.  Israel realiza eleições parlamentares em 22 de janeiro. Netanyahu é favorito para vencer o pleito.

Na sexta-feira (16) o presidente egípcio classificou os ataques de Israel a Gaza como "uma agressão flagrante contra a humanidade". Disse ainda que seu país não abandonará o povo palestino.  "Cairo não deixará Gaza por conta própria... O Egito de hoje não é o Egito de ontem, e os árabes de hoje não são os árabes de ontem", afirmou Mohamed Mursi, segundo a agência de notícias estatal egípcia Mena, em referência à Primavera Árabe, que derrubou o governo de Hosni Mubarak no ano passado. O governo egípcio hoje é muçulmano, considerado moderado.

Com informações de agências