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Desemprego na Espanha chega a 25% e bate recorde histórico

por Opera Mundi publicado , última modificação 26/10/2012 12h31

Em foto de 23/10, aposentados protestam cortes nas universidades públicas motivados pela crise (Andrés Comas/Reuters)

São Paulo – Um dos países mais afetados pela crise financeira da Zona do Euro, a Espanha bateu neste trimestre mais um recorde em suas elevadas taxas de desemprego. Entre julho e setembro, mais 85 mil trabalhadores perderam seus postos de trabalho, o que elevou as cifras do país para a marca de 25,02%.

De acordo com um relatório publicado hoje (26) pelo INE (Instituto Nacional de Estatísticas), o grupo de espanhóis excluídos da população economicamente ativa do país já beira os seis milhões. 

Desde a segunda metade de 2011, desapareceram nada menos que 836 mil postos de trabalho. Só ao longo dos últimos três meses, foram 180 mil as vagas cortadas. Pela primeira vez na história do país, pouco mais de um quarto da população perdeu suas fontes formais de renda.

Ao longo dos últimos três meses, cresceu em apenas 200 o número de famílias com todos seus membros desempregados. No entanto, no acumulado do ano, o número cresceu cerca de 313 mil, atingindo a marca 1,7 milhões de casas sem qualquer ganho.

Os setores mais afetados pela crise permanecem os mesmos do último relatório publicoado pelo INE. Na construção civil foram pouco mais de 56 as demissões. Em seguida surgem os serviços do setor terciário, com quase 33 mil perdas, e a agricultura, com praticamente 12 mil.

O INE também controlou seus dados por comunidades, e revelou que as maiores perdas deste trimestre ocorreram na Comunidade de Madrid (15 mil). Logo após há a Galícia (12 mil) e Castilla-La Mancha (10 mil).