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A menos de um mês para as eleições, Chávez diz que vai 'nocautear' adversário

Presidente venezuelano pediu aos apoiadores que lhe proporcionem uma vitória com mais de 10 milhões dos 17 milhões de votos disponíveis no país
por Redação da RBA publicado , última modificação 10/09/2012 16h32
Presidente venezuelano pediu aos apoiadores que lhe proporcionem uma vitória com mais de 10 milhões dos 17 milhões de votos disponíveis no país

"Não se trata apenas de ganhar, porque isso está escrito até nas pedras", disse Chávez (Foto:Fábio Rodriguez Pozzebom/Arquivo/Agência Brasil)

São Paulo – A pouco menos de um mês das eleições venezuelanas, marcadas para o próximo 7 de outubro, o presidente Hugo Chávez, candidato à reeleição pelo Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), conclamou seus apoiadores a aplicarem nas urnas um 'nocaute fulminante' em seu principal concorrente, Henrique Capriles, da Mesa de Unidade Democrática (MUD).

“Não se trata apenas de ganhar, porque isso está escrito até nas pedras", assinalou o presidente, ressaltando que a ideia é 'ampliar a distância' que o separa do rival. Por isso, Chávez pediu às suas bases que trabalhem arduamente para alcançar uma 'vitória perfeita' com mais de dez milhões de votos – o país tem 17 milhões de eleitores inscritos.

As pesquisas mais recentes indicam que o presidente é o favorito na disputa. Levantamento da International Consulting Services revela que 57,3% dos venezuelanos irão votar em Hugo Chávez, enquanto 33,1% escolherão Henrique Capriles. Em outra estimativa, divulgada nesta quinta-feira (6) pelo Instituto Hinterlaces, o líder da 'revolução bolivariana' aparece com 61,3% das intenções de voto, enquanto seu concorrente teria 38,7%. Caso vença as eleições de outubro, Hugo Chávez entrará em seu terceiro mandato como presidente da Venezuela, país que governa desde 1999.

O embaixador da Venezuela no Brasil, Maximilien Sánchez Arveláiz, garantiu hoje (10) que o sistema eleitoral no país é confiável e tem servido de exemplo para outros países. “É um sistema bastante seguro. Exportamos a tecnologia eleitoral para a Índia e a Coreia do Sul, por exemplo”, disse, informando que um sistema de impressões digitais e fotos digitalizadas controla a votação dos eleitores em toda a Venezuela. O voto não é obrigatório no país, mas a expectativa, segundo o embaixador, é que 80% dos eleitores inscritos participem das eleições. No Brasil, vivem aproximadamente 8 mil venezuelanos. A maior colônia está em São Paulo, onde cerca de 500 pessoas votarão no dia 7 de outubro.

A posse do presidente eleito na Venezuela está marcada para o dia 10 de janeiro de 2013. O vitorioso, segundo a legislação do país, é aquele que obtiver a maioria dos votos. Não há segundo turno no país nem é necessário alcançar mais de 50% da totalidade dos votos válidos. Diferentemente do Brasil, na Venezuela os candidatos não costumam participar de debates nas emissoras de televisão nem nos veículos de imprensa. Também é diferente o uso das emissoras de rádio e televisão no país. Cada candidato tem até três minutos por dia para fazer propaganda política nas emissoras. Se o candidato quiser mais tempo, deve comprar.

O processo eleitoral na Venezuela é submetido ao Conselho Nacional Eleitoral (CNE), formado por cinco magistrados, e que equivale à Justiça Eleitoral no Brasil. A previsão é que o resultado das eleições presidenciais seja divulgado no próprio dia 7, por volta das 22 horas. Em caso de suspeitas de fraudes e irregularidades, o CNE lança advertências e promove auditorias. Dez parlamentares brasileiros devem atuar como observadores nas eleições de outubro na Venezuela. Ao mesmo tempo, a União de Nações Sul-Americanas (Unasul) também designará um comissão de observadores.

Com informações do Opera Mundi e Agência Brasil