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Confrontos matam 15 no Norte da Síria

Mais de 4 mil pessoas morreram desde o início dos protestos, em março, contra os 41 anos de regime da família Assad, segundo as Nações Unidas
por Erika Solomon publicado 03/12/2011 12h27, última modificação 03/12/2011 12h29
Mais de 4 mil pessoas morreram desde o início dos protestos, em março, contra os 41 anos de regime da família Assad, segundo as Nações Unidas

Beirute - Confrontos entre forças de segurança e desertores do exército no norte da Síria mataram neste sábado (3) 12 soldados e desertores, além de três civis, disseram ativistas. 

Os combates se intensificaram entre os rebeldes que enfrentam as forças de seguranças leais ao presidente Bashar al-Assad, que tentam reprimir um protesto de oito meses contra seu governo.

O Observatório Sírio para os Direitos Humanos disse que o combate começou por volta da meia-noite de sexta na cidade de Idlib, no norte do país, perto da fronteira turca.

"Sete membros do exército e das forças de segurança morreram, incluindo um oficial," disse o grupo. "Três civis e cinco desertores também foram mortos."

Mais de 4 mil pessoas morreram desde o início dos protestos, em março, contra os 41 anos de regime da família Assad, segundo as Nações Unidas, que diz que a violência na Síria se assemelha a uma guerra civil.

A Síria enfrenta um isolamento internacional e regional cada vez maior, com organizações como a Liga Árabe e a União Europeia, e os Estados Unidos, exigindo que Damasco coloque um fim ao derramamento de sangue e dialogue com seus opositores.

As autoridades sírias dizem que estão lutando contra "grupos terroristas" apoiados por estrangeiros que tentam iniciar uma guerra civil que já matou cerca de 1.100 soldados e policiais desde março.

O líder do principal grupo de desertores do exército que se uniram à oposição, o Exército Livre Sírio, disse à Reuters que suas forças estavam mudando de estratégia e que deixaram de atingir postos de controle de segurança e agora estavam atacando os militares diretamente.

Segundo ele, essa era uma resposta necessária a um uso de violência cada vez maior na repressão de Damasco aos protestos.

 
 
 

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