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Líbia deve buscar "clima de paz" para conquistar a democracia, afirma Dilma

Em último dia de viagem a Angola, a presidenta comentou que desaprova a forma como o ditador Muammar Kadafi foi morto
por Redação da RBA publicado 21/10/2011 12h07, última modificação 21/10/2011 17h00
Em último dia de viagem a Angola, a presidenta comentou que desaprova a forma como o ditador Muammar Kadafi foi morto

Na Angola, a presidenta Dilma comentou sobre a morte de Kadafi e sobre as denúncias do ministro Orlando Silva (Foto: Roberto Stuckert Filho/PR)

São Paulo – A presidenta Dilma Rousseff avalia que o processo de democracia na Líbia tem de ser incentivado e deve ocorrer em "clima de paz". Ela desaprovou a forma como o ditador Muammar Kadafi foi morto nesta quinta-feira (20), executado pelas forças rebeldes, e disse que o fato de a Líbia deixar de ser governada por ditador "não significa que a gente deva comemorar a sua morte".

As declarações foram feitas à imprensa nesta sexta-feira (21), em Luanda, capital de Angola, antecedendo o encerramento de sua primeira viagem oficial à África. Dilma desembarca na noite desta sexta (21) em Brasília. "Defendemos que sempre se resolvam os conflitos pela negociação, porque não é só a guerra em si que causa danos, causa dano também o pós-guerra, o efeito da destruição sobre a população e as nações", afirmou.

A presidenta lembrou que Angola sofreu muito com a violência de seus conflitos internos. “Este país, como me disse o presidente (José Eduardo dos Santos), ficou 40 anos em guerra. O efeito negativo que 40 anos de conflitos provoca em um país não pode só ser medido pela quantidade de minas que foram aqui enterradas, mas na destruição da infraestrutura, na perda de oportunidades de muita gente e, sobretudo, na perda de vidas humanas, de pessoas que eram lideranças e que foram  massacradas”, ressaltou.

A presidenta falou do papel do Brasil, por meio da presença do Exército brasileiro, com a organização da ONU (Organização das Nações Unidas), na reconstrução angolana. "O Brasil vem dizendo que a grande questão é justamente a reconstrução, temos feito todos os esforços para que haja uma reconstrução dentro do clima de paz".

Orlando Silva

Dilma foi diplomática ao se posicionar sobre as denúncias de corrupção feitas contra o ministro do Esporte, Orlando Silva. Ela não disse se tomará uma atitude imediata sobre o caso ao voltar para o país. "Vou olhar tudo com imensa tranquilidade e tomarei as posições necessárias para preservar o governo e os interesses do país", explicou. "Eu li com muita preocupação as notícias do Brasil, primeiro pelo grau de imprecisão das informações sobre o governo. Não se faz nenhuma avaliação e julgamento precipitados de quem quer que seja. Acho interessante que fontes, vazamentos, saem com aspas minhas, e eu não falei com ninguém."

Dilma esclareceu que o governo não tem se posicionado contra o PCdoB, partido do ministro. "Dizer que o governo está fazendo julgamento de um partido é uma tolice. O meu governo respeita o PCdoB, achamos que ele tem quadros absolutamente importantes no país. Nós temos de apurar os fatos, temos de investigar e, apurada a culpa das pessoas, puní-las".

Com informações do Blog do Planalto

 

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