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Governo de transição da Líbia anuncia morte de Kadafi

por Renata Giraldi, com edição de Talita Cavalcante publicado 20/10/2011 10h12, última modificação 20/10/2011 14h15

Brasília – O Conselho Nacional de Transição (CNT), através de Abdel Hakim Belhaj, líder militar da transição, e Mahmoud Shammam, ministro da Informação do novo governo, confirmou que o presidente líbio, Muammar Kadafi, morreu na manhã desta quinta-feira (20). Antes, o CNT e uma emissora de televisão da Líbia anunciaram a prisão do ditador, que havia sido ferido a tiros, ao tentar escapar do cerco dos rebeldes, em Sirte, sua cidade natal.

Khadafi estava desaparecido desde que o CNT assumiu o comando da capital, Trípoli, e das principais cidades líbias. Informações iniciais indicam que o presidente estava escondido no deserto, na área de fronteira da Líbia com o Níger. A mulher de Kadafi e três de seis filhos pediram abrigo ao governo do Níger.

Por meio de mensagens de áudio, enviadas a uma emissora síria, Khadafi mantinha contato com a população líbia. Nas últimas gravações, ele disse que resistiria à pressão "até o final" e pediu que os líbios fiéis a ele fizessem o mesmo.

Em setembro, o Tribunal Penal Internacional (TPI) pediu que a Interpol, a polícia internacional, capturasse Kadafi e seus aliados. Em março, o Tribunal Penal Internacional (TPI), anunciou que o presidente líbio e seus colaboradores seriam, depois de presos, julgados por crimes contra a humanidade.

Fonte: Agência Brasil, com informações da Agência Lusa