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Com 98% das urnas apuradas e 54% dos votos, Cristina Kirchner comemora vitória

Em seu primeiro discurso como presidenta reeleita, ênfase foi o tom conciliador entre as forças políticas do país
por Monica Yanakiew, da EBC publicado , última modificação 24/10/2011 15h59
Em seu primeiro discurso como presidenta reeleita, ênfase foi o tom conciliador entre as forças políticas do país

Já reeleita, Cristina Kirchner saúda eleitores na capital argentina (Foto: ©Pablo Busti/RBA)

Buenos Aires – A presidenta da Argentina, Cristina Kirchner, comemorou mais de uma vitória na madrugada desta segunda-feira (24). Ela conquistou os votos de mais da metade dos eleitores que foram às urnas nesse domingo (23), garantindo um segundo mandato de quatro anos, e obteve ainda grande vantagem em relação ao segundo colocado – o socialista Hermes Binner.

Primeira mulher eleita e agora reeleita presidenta da Argentina, Cristina Kirchner bateu outro recorde: recebeu mais votos numa eleição que todos os presidentes eleitos nos 28 anos de democracia no país. Ela iniciará seu segundo mandato no próximo dia 10 de dezembro quase sem oposição.

A eleição foi uma das mais tranquilas da história argentina – sem incidentes, nem denúncias de fraude ou de roubo de urnas. A grande maioria (79%) dos 29 milhões de eleitores argentinos votou ontem para eleger presidente, vice-presidente, metade da Câmara dos Deputados, um terço do Senado e governadores.

Até as 6h (horário de Brasília) da segunda-feira, 98% dos votos tinham sido apurados. Cristina Kirchner e seu candidato a vice – o ministro da Economia, Amado Boudou – tinham conquistado 53,8%. A surpresa ficou por conta de Binner que, em dois meses, pulou do quarto para o segundo lugar. De acordo com os resultados preliminares, ele terá 17% dos votos.

A votação terminou às 19h (horário de Brasília) e três horas depois, Cristina Kirchner fez seu discurso como presidenta reeleita, no comitê de campanha. Em tom conciliador, ela convocou todos a trabalharem juntos pelo país – mesmo aqueles que não votaram nela. "Sozinha, não se pode tudo. Precisamos da colaboração de todos", disse.

A presidenta reeleita agradeceu os aliados, a oposição e os presidentes da América do Sul que telefonaram para dar os parabéns. O primeiro nome que mencionou foi o da presidenta Dilma Rousseff. "Quero agradecer o telefonema solidário, amigo, fraternal, regional de Dilma Rousseff – a companheira Dilma", disse.

O comitê de campanha estava lotado e cercado, desde cedo, por uma multidão. Milhares de argentinos, que não puderam entrar, caminharam até a Praça de Maio, em frente ao palácio presidencial. Apesar do clima de festa, Cristina disse que sentia alegria, mas também tristeza: esta semana coincide com o primeiro ano da morte de seu marido, o ex-presidente Nestor Kirchner. "Quero agradecer também a alguém que já não pode mais me ligar, mas que é o grande fundador da vitória desta noite", disse a presidenta, ao admitir que sem Kirchner ela nunca teria chegado onde está.

A surpresa do dia foi a decisão de Cristina de ir até a Praça de Maio para festejar com o povo. Ela cantou e dançou em um palco, junto com seus filhos e o vice-presidente. Uma das primeiras tarefas da presidenta será escolher um novo ministro da Economia para substituir Boudou.