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Partido de Obama perde maioria na Câmara, mas mantém controle no Senado

por BBC Brasil publicado 03/11/2010 10h21, última modificação 03/11/2010 10h22

O presidente americano, Barack Obama, que perdeu representatividade no Congresso do país (Foto: Larry Downing/Reuters)

Brasília – O Partido Democrata, do presidente norte-americano Barack Obama, perdeu a maioria na Câmara de Representantes, mas conseguiu manter o controle do Senado após as eleições legislativas da terça-feira (2). As informações são da BBC Brasil.

Estavam em jogo nestas eleições todas as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e 37 das 100 vagas do Senado. Os eleitores também escolheram governadores de 37 dos 50 estados norte-americanos.

Com os resultados definidos para 422 das 435 cadeiras da Câmara, os republicanos haviam garantido 239 assentos, superando os 50%.

No Senado, apesar de o partido de Obama ter perdido ao menos seis vagas para os republicanos, os democratas garantiram a maioria, com pelo menos 51 cadeiras, faltando ainda a definição de três assentos da Casa.

Na madrugada desta quarta-feira (3), o deputado John Boehner, líder republicano que deverá assumir como o novo presidente da Câmara dos Representantes, fez um discurso declarando a vitória de seu partido e prometendo reduzir os gastos do governo e o tamanho do Estado.

Uma das derrotas mais simbólicas para o presidente norte-americano foi a perda do seu antigo assento no Senado, pelo estado de Illinois, para o Partido Republicano. Já no estado de Nevada – uma das disputas consideradas chave para o Senado –, o líder democrata na Casa, Harry Reid, conseguiu manter a cadeira ao vencer a republicana Sharron Angle.

A virada no comando do Congresso já era prevista e, segundo analistas, deverá tornar mais difícil para Obama levar adiante muitas de suas propostas até o final do mandato.

Especialistas afirmam ainda que o resultado das urnas demonstra o descontentamento dos eleitores norte-americanos com os dois primeiros anos do governo Obama e, principalmente, com a lenta recuperação da economia do país.

Os Estados Unidos conseguiram sair da recessão, mas o ritmo da recuperação econômica tem sido considerado lento demais para reduzir a taxa de desemprego, que permanece há vários meses em torno de 10%.