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Zelaya pede a golpista que use chegada da OEA para dar fim a crise

Roberto Micheletti descarta assinar acordo que prevê recondução de presidente legítimo ao cargo e aposta na posse do presidente do Congresso como solução
por Redação da RBA publicado , última modificação 05/10/2009 14h45
Roberto Micheletti descarta assinar acordo que prevê recondução de presidente legítimo ao cargo e aposta na posse do presidente do Congresso como solução

O presidente deposto de Honduras, Manuel Zelaya, considera que mesmo o fim do estado de sítio não é suficiente para garantir que a repressão será interrompida (Foto: Wilson Dias. Agência Brasil)

O presidente legítimo de Honduras, Manuel Zelaya, pediu nesta segunda-feira (5) que o líder do regime golpista, Roberto Micheletti, assine o Acordo de San José, dando fim à crise iniciada há mais de três meses.

Em um comunicado, o presidente deposto manifestou que a chegada da missão da Organização dos Estados Americanos (OEA), prevista para esta semana, é a oportunidade para caminhar para o fim do golpe de Estado.

O Acordo de San José, intermediado pelo presidente da Costa Rica, Oscar Arias, prevê a recondução de Zelaya ao poder.

Do outro lado, o regime golpista também demonstrou otimismo em encontrar uma saída para a crise ainda nesta semana. Aproxima-se cada vez mais o prazo dado extraoficialmente pelos Estados Unidos para que seja encontrada uma solução, além de o Tribunal Superior Eleitoral hondurenho alegar que a demora na busca por uma saída pode inviabilizar as eleições marcadas para novembro.

Roberto Micheletti declarou nesta segunda-feira que vai revogar o estado de sítio imposto desde o retorno de Zelaya ao país e que resultou em mais repressão e no fechamento de emissoras de rádio e de TV.

O líder do regime golpista sinalizou que não deve aceitar o Acordo de San José, preferindo uma “terceira via”, ou seja, a condução ao poder do atual presidente do Congresso Nacional, José Angel Saavedra. Além disso, Micheletti rejeita oferecer anistia a Zelaya, acusado de crimes contra a Constituição, e a organização de um referendo para saber se a população concorda com a convocação de uma Assembleia Constituinte.

Com agências internacionais.

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