Você está aqui: Página Inicial / Mundo / 2009 / 10 / Seguidores de Zelaya acreditam em força das organizações internacionais

Seguidores de Zelaya acreditam em força das organizações internacionais

Golpista Micheletti resiste a todas as pressões internas e externas para manter fechadas emissoras de rádio e de TV
por Redação da RBA publicado , última modificação 13/10/2009 12h55
Golpista Micheletti resiste a todas as pressões internas e externas para manter fechadas emissoras de rádio e de TV

Zelaya e sua equipe de representantes na embaixada brasileira em Tegucigalpa (Foto:Edgard Garrido/Reuters)

Pessoas próximas ao presidente deposto Manuel Zelaya apostam agora que caberá a organismos internacionais resolver o problema de Honduras, país que há mais de três meses sofreu um golpe de Estado.

Na última semana, terminou sem avanços concretos a negociação mediada pela Organização dos Estados Americanos (OEA) entre golpistas e depostos, apesar de ambos reconhecerem que houve algum progresso. Nesta terça-feira (13), as duas partes retomam as conversas em meio ao desânimo dos seguidores de Zelaya de que algo possa mudar. Por isso, Rasel Tomé, assessor do presidente legítimo, aponta na força das organizações internacionais. "Estamos esperando que as decisões de apoio que tomem a OEA e as Nações Unidas (...) sejam provas comerciais fortes, que deem ao regime poucas horas, que se retire do poder que usurpou”, afirmou à Reuters.

Enquanto isso, o líder do regime golpista, Roberto Micheletti, tenta ignorar todas as pressões internacionais vindas de Brasil, Estados Unidos e União Europeia. Além de não permitir o avanço nas negociações para o retorno de Zelaya ao cargo, ele nega-se a acabar com as restrições à imprensa. Depois de decretar o fim do estado de sítio, na semana passada, Micheletti não determinou a reabertura de emissoras de rádio e de TV fechadas por militares.

"Não há razão legal para a Rádio Globo e o Canal 36 permanecerem fechados", protesta Susan Lee, diretora da Anistia Internacional nas Américas.

Os golpistas apostam na passagem do tempo para que a crise se resolva. Como há eleições em 29 de novembro, Micheletti acredita que a pressão internacional não seguirá viva com a escolha de um novo presidente. "Não temos medo dos Estados Unidos nem do Departamento de Estado, nem do Brasil, nem do México, mas temos medo de 'Mel' Zelaya", Micheletti disse recentemente a chanceleres e a diplomatas que visitaram o país.

O secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, disse à CNN em Espanhol que "circulam ideias sobre os diferentes prazos para o retorno do presidente (...), que vão desde a intransigência completa até a busca de algumas acomodações, de algumas saídas".

Com informações da Reuters.

registrado em: , ,