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ONU: número de famintos no mundo passa de 1 bilhão

Mesmo antes da recente crise alimentar, e também da recessão econômica, número de desnutridos vinha crescendo cresceu constantemente ao longo da última década
por Silvia Aloisi publicado 14/10/2009 10h53, última modificação 14/10/2009 00h00
Mesmo antes da recente crise alimentar, e também da recessão econômica, número de desnutridos vinha crescendo cresceu constantemente ao longo da última década

ROMA – Uma combinação da crise alimentar e da desaceleração econômica global fez com que mais de 1 bilhão de pessoas passasse fome em 2009, informaram agências da Organização das Nações Unidas nesta quarta-feira (14), confirmando a perspectiva pessimista divulgada neste ano.

A Organização para a Agricultura e Alimentos (FAO, na sigla em inglês) e o Programa Mundial para a Alimentação (WFP, na sigla em inglês) disseram que 1,02 bilhão de pessoas – cerca de 100 milhões a mais do que no ano passado – estão subnutridas em 2009, maior número em décadas.

"A alta no número de pessoas famintas é intolerável", disse o diretor-geral da FAO, Jacques Diouf, durante a divulgação do relatório anual sobre a fome no mundo.

"Temos os meios econômicos e técnicos para fazer a fome desaparecer, o que está faltando é uma vontade política mais forte para erradicar a fome para sempre", disse.

O aumento no número de famintos não é resultado de problemas na produção agrícola, mas sim dos altos preços dos alimentos – particularmente em países em desenvolvimento – menor renda e perda de empregos.

Mesmo antes da recente crise alimentar e da recessão econômica, o número de desnutridos cresceu constantemente por uma década, revertendo o progresso obtido na década de 1980 e no início da década de 1990.

No ano passado o WFP elevou para 5 bilhões de dólares o montante necessário para alimentar os pobres, num momento em que os preços dos alimentos entre 2006 e 2008 geraram protestos violentos em alguns países.

Até o momento, neste ano, a entidade recebeu US$ 2,9 bilhões e reduziu a ração de alimentos e suas operações em lugares como Quênia e Bangladesh.

(Reuters)

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