Estradas vicinais do litoral sul de SP estão 'num estado de dar dó'
Avaliação das prefeituras das cidades da região em relação ao estado de conservação das vias é péssima
Publicado em 12/04/2011, 08:50
Última atualização às 08:50
A rodovia Padre Manoel da Nóbrega – a de maior movimento da Baixada Santista e que liga o Vale do Ribeira ao Estado –, foi duplicada até o primeiro trevo de Peruíbe, mas está inacabada. “Ficou o compromisso de o governo estadual terminar e isso não aconteceu” – diz a prefeita de Peruíbe, Milena Bargieri. Segundo ela, o trecho duplicado tem muitos acidentes devido ao excesso de velocidade dos veículos e ao fato de os pedestres não atravessarem a rodovia nas passarelas. Há ainda o problema das estradas vicinais. “Fomos beneficiados com o asfaltamento de cinco km da rodovia Armando Cunha, porém temos uma zona rural muito extensa.”
Com a visita do governador Geraldo Alckmin à região, a prefeita pretende reivindicar mais infraestrutura para enfrentar o período de chuvas em sua cidade: “Vou batalhar por mais recursos com o governador. Nosso projeto de macro e microdrenagem, para resolver o problema das enchentes, é de R$ 155 milhões, quase todo o orçamento anual da Prefeitura.”
O prefeito de Apiaí, Emilson Couras da Silva, também fala da importância da liberação de verba para asfaltar a estrada que liga Apiaí a Iporanga. “A estrada hoje está cheia de buracos e, quando chove, há muita lama. São 42 km que ligam o Alto Vale ao Baixo Vale. Se cuidarmos bem dessa estrada, aumentaremos o turismo na região” - diz ele.
Segundo a prefeita Déia Fátima Viana Leite Moreira da Silva, de Miracatu, os 14 km da estrada da Serra do Moraes são importantíssimos para os agricultores da região. Ela espera que Alckmin libere a verba para asfaltar a estrada. ”Acredito que ainda saia neste ano” – diz. No ano passado, Miracatu recebeu R$ 1 milhão do governo federal para recuperação de estradas e pontes.
Outra cidade com problemas é Cananeia. O prefeito Adriano Cesar Dias afirma que é difícil manter as estradas vicinais, já que não recebe recursos e a cidade se situa numa grande área de preservação ambiental. “O programa Melhor Caminho, do governo estadual, libera verba anualmente para deixar em condições de tráfego as estradas vicinais, sem asfalto. Mas há 150 km de estradas em condições ruins. Precisaríamos de mais recursos” – diz o prefeito. “A última vez que recebi verba do Estado para recapeamento foi para os 25 km da Estrada da Aroeira, em 2009”.
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