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Marília

Região centro-oeste paulista em alerta com aumento dos casos de dengue

por Chico Neto, especial para a Rede Brasil Atual publicado 03/05/2013 17h31, última modificação 26/03/2010 14h06

Combate ao mosquito transmissor da dengue em Garça, interior de São Paulo (Foto: Chico Neto)

Marília - Clima quente, chuvas intensas, falta de cuidado, entre vários outros fatores, fizeram com que a dengue voltasse a figurar como um grande problema para a população do centro-oeste paulista.

A situação mais grave dessa área de São Paulo é a cidade de Marília. Atualmente a Secretaria de Saúde do município tem o registro de 257 casos de dengue, sendo que a grande maioria, autóctone - contraída dentro da mesma região.

Em 2007, o município de cerca de 200 mil habitantes teve uma grande epidemia da doença, com mais de 2 mil casos. egistrados. Apesar de a situação atual ser bem menos alarmante no que se refere aos números, as autoridades de saúde trabalham com um cenário de epidemia e efetuam um esforço de ações para tentar conter o avanço do mosquito transmissor da doença.

O município criou um Posto de Atendimento na região norte da cidade, com funcionamento de segunda a sexta-feira, que tem a função de concentrar os casos de dengue, diminuindo, assim, a demanda no pronto socorro.

A cidade de Bauru, com 365 mil habitantes, também registra um avanço no número de pessoas com confirmação de dengue. Segundo a Secretaria de Saúde local atualmente existem 92 casos confirmados, sendo mais de 60% autóctones. Em 2007, a cidade contabilizou quase 2,2 mil casos da doenças, contra pouco mais de 140 em 2008 e apenas alguns registros isolados no ano passado.

Em relação ao número de sua população, uma das cidades mais afetadas pela dengue no centro-oeste paulista é Garça. Com cerca de 45 mil habitantes, a cidade já contabiliza 59 casos da doença. Segundo a Vigilância Sanitária, existem ocorrências em praticamente todas as regiões do município. O órgão, porém, considera que um quadro mais controlado da infecção está sendo desenhado, após um trabalho intensivo nas últimas semanas, com ações como um mutirão para recolhimento de possíveis focos de água parada e aplicação de veneno em áreas residenciais e comerciais. Garça conta hoje com três equipes que atuam na aplicação de veneno, sendo uma da prefeitura local, outra da Sucen de Marília e também uma vinda do município de Ourinhos, que se juntou no esforço para conter os focos de mosquitos.

Segundo Edna Semensato, diretora da Vigilância Sanitária de Garça, alguns entraves, como a falta de colaboração dos moradores, dificultam os trabalhos. Entretanto, as ações estão sendo empreendidas e os resultados só não são melhores por conta de fatores naturais. Segundo disse, a expectativa era que o número de casos diminuísse com a queda das temperaturas e com a redução das chuvas. Entretanto, mesmo com o verão já tendo acabado, a região sofre com o calor, acompanhado de chuvas isoladas, o que faz com um cenário propício para o mosquito da dengue.

Ainda na região, a cidade de Lins também sofre com a dengue, com 20 casos confirmados pelas autoridades de saúde locais.

Fora do quadro

Outros municípios do centro-oeste paulista, por sua vez, estão tendo um quadro mais favorável diante desse novo avanço da dengue. Cidades como Tupã, Ourinhos e Assis ainda não confirmaram casos da doença, e aguardam laudos de suspeitas de infecção, por laboratórios credenciados da região.

A transmissão da dengue se dá através do mosquito Aedes aegypti, que encontra um ambiente favorável para seu desenvolvimento em locais em que há concentração de água parada, sendo que a transmissão da dengue é favorecida com temperaturas mais altas.

A doença se caracteriza por febre alta, com início súbito, dores de cabeça e nos olhos, perda do paladar e apetite, manchas e erupções na pele, náuseas, vômitos, tonturas e dores no corpo. A dengue se apresenta em sua forma clássica e também a hemorrágica, que pode levar à insuficiência respiratória e até à morte.

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