Publicado em 27/05/2011
Ônibus de Limeira está mais caro. Se fosse só isso...
Por: Redação Brasil Atual
Coletivos velhos. Pontos sem abrigo. Faltam veículos para cobrir a cidade em tempo razoável
As obras do novo terminal seguem lentamente. O povo faz fila para pegar uma condução e protesta contra o que está aí (Foto: Ana Lúcia Ramos)
A população sofre. Espera-se demais pela condução. Há muita demora entre os ônibus – os usuários ficam até uma hora e meia no ponto. Isso quando, lotados, eles passam direto e deixam todos à espera do próximo coletivo. E não há um terminal rodoviário urbano, que continua em obras – diz-se que serão finalizadas em julho, mas pelo número de trabalhadores que se veem no local, o prazo não será cumprido. E, ainda por cima, a passagem subiu de R$ 2,40 para R$ 2,70.
Mesmo com o Movimento “Nenhum Centavo a Mais” – formado por gente dos sindicatos dos Bancários, Metalúrgicos, Funcionários Públicos Municipais, Transportes Urbanos, Professores (Apeoesp), Associação de Moradores, Pastorais Sociais da Igreja Católica, estudantes e pelos vereadores Ronei Costa Martins (PT), Mario Celso Botion (PR) e Paulo Cezar Junqueira Hadich (PSB) –, que foi às ruas manifestar-se contra o aumento de 12% da tarifa de ônibus, um dos mais altos da região, o prefeito de Limeira, Sílvio Félix (PDT), não se comoveu.
Em abril, um abaixo assinado de 7.361 assinaturas foi entregue à prefeita em exercício, Elza Tank, presidenta da Câmara de Vereadores, em virtude de o prefeito estar em viagem à Europa e seu vice também estar fora. Apesar dos protestos, Elza não revogou o aumento assinado pelo prefeito titular, mas comprometeu-se a entregar o documento a ele e a agendar uma reunião para discutir as reivindicações.
A aventura de um cadeirante que apanha condução
O jornal Brasil Atual flagrou também as dificuldades vividas pelos cadeirantes. Anderson Brasil, 39 anos, aposentado por invalidez, presidente da Adefil – Associação dos Deficientes Físicos de Limeira –, utiliza-se dos ônibus “Porta a Porta”, exclusivos para deficientes físicos, serviço prestado por motoristas com treinamento para acomodá-los no veículo e dirigir em velocidade compatível com as lombadas e demais obstáculos da cidade. Porém, são apenas cinco carros, número insuficiente. Por isso, as empresas introduziram os ônibus urbanos adaptados, em 40 carros, com uma vaga em cada ônibus. “Se eu e outro passageiro, também cadeirante, formos à escola ao mesmo tempo, um vai ter de ficar”, conta. “Sem falar na falta de treinamento de motoristas e cobradores no embarque dos deficientes, na dificuldade de prender a nossa cadeira à vaga, nas horrorosas plataformas e no tempo de espera por um ônibus adaptado.” Quando, porém, o cadeirante chega ao destino, ele ainda encara uma cidade inadequada ao deficiente físico. “Não há sequer calçadas rebaixadas” – diz Anderson.









