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Ministro que chamou Obama de 'negrito' deixa governo em Honduras

Enrique Ortez disse em comunicado que se demitiu por pressões da embaixada dos Estados Unidos
por Gustavo Palencia e Daniel Trotta publicado , última modificação 15/07/2009 11h46 © 2009 Thomson Reuters. All rights reserved
Enrique Ortez disse em comunicado que se demitiu por pressões da embaixada dos Estados Unidos

Tegucigalpa - Enrique Ortez, ministro de Governança e ex-chanceler do governo interino de Honduras, que se referiu ao presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, como "esse negrito", deixou o governo interino na terça-feira (14) alegando pressões dos Estados Unidos.

A porta-voz da embaixada dos EUA em Tegucigalpa, Chantal Dalton, negou as pressões sobre as autoridades que assumiram o país após o golpe de Estado, acrescentando que seu país não mantém contato com um governo que não reconhece.

Ortez renunciou na semana passada ao cargo de ministro das Relações Exteriores depois de seus comentários sobre Obama, e foi nomeado ministro de Governança e Justiça.

Ortez disse em comunicado que se demitiu por "pressões da embaixada dos Estados Unidos da América ante nosso povo e governo, direta e indiretamente, junto a certos países da Alba", numa referência ao bloco de países esquerdistas liderado pelo presidente venezuelano, Hugo Chávez.

O presidente interino Roberto Micheletti, aceitou a renúncia de Ortez.
A derrubada do presidente Manuel Zelaya por militares em 28 de junho recebeu uma ampla condenação internacional, incluindo a dos Estados Unidos, que nesta semana suspendeu os programas de ajuda militar a Honduras e ameaçou cancelar outros fundos de ajuda ao país num volume de até 180 milhões de dólares.

"Considerando que a minha presença como ministro de Governança poderia significar o cancelamento da ajuda externa, de que tanto necessita nosso povo, decidi declinar da honrosa designação", disse Ortez a jornalistas.

O governo de fato de Honduras disse que apresentou um pedido de desculpas a Washington pelos comentários ofensivos de Ortez em relação a Obama.

Fonte: Reuters

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