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Lula diz que Brasil só reconhece governo de Zelaya em Honduras

Presidente afirmou, em seu programa de rádio nesta segunda (29), que não se pode mais aceitar a solução de problemas pela via do golpe na América Latina
por Julio Villaverde publicado , última modificação 29/06/2009 10h52 © 2009 Thomson Reuters. All rights reserved
Presidente afirmou, em seu programa de rádio nesta segunda (29), que não se pode mais aceitar a solução de problemas pela via do golpe na América Latina

Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva condenou nesta segunda-feira-feira (29) o golpe de Estado em Honduras e afirmou que não reconhecerá outro governo que não seja o do presidente deposto José Manuel Zelaya. "Não podemos aceitar mais, na América Latina, alguém querer resolver o seu problema de poder pela via do golpe", disse Lula em seu programa de rádio semanal "Café com o Presidente".

O Exército de Honduras deteve Zelaya em sua residência no domingo e o levou contra a sua vontade para a Costa Rica. Os militares têm o apoio de setores políticos contrários ao projeto de reeleição do presidente.

"O Zelaya ganhou as eleições. Portanto, ele deve retornar à presidência de Honduras. É a única condição para que a gente possa estabelecer relações com Honduras", afirmou Lula.

O presidente acrescentou que se o país da América Central não reverter a situação "vai ficar totalmente ilhado no meio de um contingente enorme de países democráticos."

Lula disse que conversou sobre o caso com os presidentes de El Salvador, Paraguai e Chile, assim como com o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim.

O chanceler comunicou à Organização dos Estados Americanos (OEA) que não se pode fazer um acordo com os golpistas, e que a ação deve ser condenada por todos os países das Américas.

"Nós não podemos aceitar ou reconhecer qualquer novo governo que não seja o presidente do Zelaya, porque ele foi eleito diretamente pelo voto, cumprindo as regras da democracia", acrescentou Lula.

No domingo, o Itamaraty afirmou que o governo brasileiro condenava "de forma veemente" a ação militar que tirou Zelaya do poder.

"Eventuais questões de ordem constitucional devem ser resolvidas de forma pacífica, pelo diálogo e no marco da institucionalidade democrática", disse o Ministério das Relações Exteriores em comunicado, exigindo que Zelaya fosse "imediata e incondicionalmente reposto em suas funções".

Fonte: Reuters

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