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Cuba ratifica que não deseja ingressar na OEA

Em comunicado, governo agradece preocupação dos países vizinhos e afirma que decisão da última semana repara uma injustiça histórica
por João Peres, da RBA publicado , última modificação 08/06/2009 15h25
Em comunicado, governo agradece preocupação dos países vizinhos e afirma que decisão da última semana repara uma injustiça histórica

HAVANA - O governo cubano declarou nesta segunda-feira (8) que a decisão da Organização dos Estados Americanos (OEA) de revogar a resolução de 1962, que excluiu Cuba da entidade, constitui um "desacato inquestionável" à política dos Estados Unidos contra a ilha.

"O imperialismo sofreu uma derrota por meio de seus próprios instrumentos", afirmou o governo cubano, em um comunicado oficial publicado no jornal oficial Granma. "A decisão da OEA foi adotada contra a vontade de Washington e em meio a intensas pressões exercidas sobre os governos da região", acrescenta o texto.

No entanto, o governo cubano ressalta que a revogação da resolução de 1962 "persegue o propósito de reparar uma injustiça histórica e constitui uma reivindicação do povo de Cuba e das Américas". "Ela é fruto da vontade de governos mais comprometidos com seus povos, com os problemas reais da região e com um sentido de independência que infelizmente não prevalecia em 1962", destaca o comunicado. 

Em seguida, o texto agradece aos governos que, "com espírito de solidariedade, independência e justiça, defenderam o direito de Cuba a regressar à organização", movidos por um "desejo de livrar a OEA de um estigma que havia perdurado como símbolo do servilismo da instituição". 

Contudo, o governo cubano ratificou novamente que não voltará ao organismo, pois "a OEA teve um papel e uma história que Cuba repudia". Nesse sentido, o texto diz que desde 1959 a organização "desempenhou um papel ativo a favor da política de hostilidade de Washington contra Havana". 

"Cuba compartilha valores contrários aos do capitalismo neoliberal e egoísta promovidos pela OEA, e se sente no direito e na autoridade para recusar a ideia de voltar a um organismo no qual os Estados Unidos exercem um controle repressivo." 

O comunicado ainda acrescenta que os governos da região "saberão compreender esta justa posição".

Com informações da Agência Ansa.

 

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